- No dia 12, o governo dos Estados Unidos suspendeu as sanções Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e a esposa Viviane Barci, o que gerou atritos dentro da direita brasileira, expostos na rede social X.
- O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a sociedade não conseguiu construir a unidade política necessária para enfrentar problemas estruturais e criticou a atuação no exterior.
- O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) interagiu no X com uma publicação da jornalista Paula Schmitt, o que dividiu setores da direita favoráveis e contrários a Eduardo.
- O jornalista Allan dos Santos disse ter sido criticado por Nikolas em grupo de WhatsApp, exibindo print de post antigo que contestava a possibilidade de reversão da Magnitsky por Donald Trump; a troca ganhou tons de confronto público.
- Nos dias seguintes, Nikolas e Eduardo defenderam a necessidade de união e enfrentaram ataques, com retratações públicas e acirramento de falas entre parcelas da direita, aprofundando o racha interno.
O governo dos EUA decidiu suspender as sanções Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, anúncio feito na sexta-feira. A medida provocou atritos entre figuras da direita brasileira, que passaram a se confrontar publicamente na rede social X.
A reação inicial veio com Eduardo Bolsonaro, que lamentou a falta de coesão da base para enfrentar problemas estruturais brasileiros e ressaltou falhas na atuação externa. Em seguida, Nikolas Ferreira concordou com uma publicação da jornalista Paula Schmitt, o que dividiu opiniões entre apoiadores da legenda.
Conflito se agrava nas redes
Allan dos Santos acusou Nikolas de ter criticado o jornalista em um grupo de WhatsApp com parlamentares, exibindo uma captura de tela de uma postagem antiga sobre a Magnitsky. Em resposta, Nikolas divulgou uma mensagem mais extensa defendendo união, dizendo que não há espaço para bodes expiatórios nem narrativas infantis.
No sábado, Eduardo retrucou que houve ataques de interesses políticos pessoais que tentaram transformar críticas em oposição a todos os brasileiros. O tom dele indicou que o racha interna ganhou contornos públicos, com desentendimentos entre aliados de diferentes suportes ideológicos dentro da direita.
Desdobramentos entre políticos
Entre as falas que permeiam o episódio, destacam-se críticas de aliados de Eduardo a Nikolas Ferreira e a outros nomes que vinham atuando nos EUA para sustentar a Magnitsky contra Moraes. Partes da base estimam que a cobrança interna por resultados externos tenha sido superestimada, alimentando a tensão.
A disputa também envolve figuras como Sóstenes Cavalcante, Rogério Marinho, Kim Paim e Gil Diniz, que criticaram atitudes tomadas pela ala direita. No decorrer do final de semana, Nikolas reagiu a comentários de apoiadores com tom conciliador, pedindo foco em propostas e afastando a ideia de traição entre os paraísos de apoio.
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