- Câmara contraria decisão do STF e mantém o mandato de Carla Zambelli; Centrão e Hugo Motta foram derrotados, enquanto a esquerda e o PL tiveram avanços no plenário.
- Glauber Braga (PSOL) escapou da cassação; houve negociação para suspensão de mandato por seis meses, com apoio de partidos de centro.
- A Câmara encaminhou o caso de Carla Zambelli à Comissão de Constituição e Justiça e, depois, ao plenário, evitando a cassação; Motta ficou em posição pressionada.
- O PT vai ao STF alegando que a Câmara não cumpriu decisão judicial; pode haver nova análise marcada para a votação de Ramagem, com desdobramentos semelhantes.
- O clima no plenário refletiu insatisfação com a condução de Hugo Motta e do Centrão, em meio a pautas improváveis e manobras de votação.
Na sessão da Câmara dos Deputados, houve uma derrota do Centrão e de aliados do presidente da Casa, Hugo Motta, com repercussões para deputados da esquerda e da base governista. Glauber Braga (PSOL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) escaparam da cassação, revertendo o que era visto como roteiro para equilibrar votos após o dia anterior.
O placar indicou que o Centrão perdeu força; apoio da esquerda e de partidos de centro ajudou a evitar a cassação de Braga em troca da suspensão do mandato por seis meses. A manobra expôs insatisfações com a condução de Motta e com votações feitas sem acordo prévio.
Carla Zambelli também permaneceu no cargo após a intervenção do plenário, com o Centrão acreditando que seria cassada. Motta enviou o caso para a Comissão de Constituição e Justiça e, em seguida, ao plenário, abrindo caminho para a decisão final. A atuação gerou críticas internas ao comando da Câmara.
Situação na Câmara
Pelo andar da operação, o PT poderá levar o caso ao STF sustentando que houve descumprimento de decisão judicial. A expectativa é de que o tema de Ramagem (PL-RJ) siga o mesmo padrão de tramitação, com possíveis desdobramentos na semana seguinte.
Desdobramentos esperados
Analistas veem foco em como a Câmara consolidará ou revisará entendimentos sobre cassação de parlamentares. A avaliação pública pode influenciar a composição de votações futuras e o ambiente entre lideranças da Casa e o governo.
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