- A Câmara planejava cassar Glauber Braga (PSOL) e Carla Zambelli (PL) para equilibrar pressões após votações tensas, mas a operação foi contida.
- Ato de mudança teve apoio de Lula, que orientou Gleisi Hoffmann a mobilizar o líder do governo para atuar contra a cassação, com estratégia de abstenção e punição alternativa de seis meses.
- PT, em parceria com o PSOL, tentou impedir os 257 votos necessários para derrubar o mandato de Braga, promovendo abstenções e apresentando uma alternativa de suspensão.
- O PL montou operação própria para evitar a cassação de Zambelli, esvaziando o quórum e contrariando a expectativa do Centrão e de Motta.
- A sequência de derrotas aumentou críticas a Motta e à condução da Câmara, com lideranças como Arthur Lira olhando para as próximas votações e processos disciplinares.
A Câmara dos Deputados viu um movimento para cassar Glauber Braga (PSOL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP). A articulação buscava equilibrar pressões após votações tensas, com o objetivo de demonstrar firmeza da Mesa Diretora. Glauber respondia a processo por agressão a militante do MBL; Zambelli enfrentava condenações do STF que poderiam cassar o mandato. O plano, porém, não avançou conforme o previsto.
A reviravolta começou na manhã de quarta-feira (10). A pedido de Lula, Gleisi Hoffmann mobilizou o líder do governo, José Guimarães, para atuar contra a cassação. PT e PSOL passaram a defender abstenção e sugeriram uma punição alternativa de seis meses de suspensão.
O papel do PT e do PSOL
O encaminhamento foi buscar votos para impedir os 257 necessários para derrubar o mandato de Glauber Braga. Além disso, propuseram uma sanção intermediária, na forma de suspensão, para evitar o afastamento pleno.
A estratégia do PL e a defesa de Zambelli
Logo depois, o PL organizou uma operação paralela para evitar a cassação de Carla Zambelli. Mesmo afastada e condenada pelo STF, a deputada recebeu mobilização de aliados para esvaziar o quórum, dificultando a decisão sobre o mandato.
Reações internas e desdobramentos
A sequência de derrotas gerou irritação entre aliados de Motta e de Arthur Lira. O ex-presidente da Câmara questionou a condução da sessão em mensagens internas, chamando a situação de esculhambação. A avaliação é de que a condução da casa ficou fragilizada diante dos próximos temas sensíveis.
Expectativas futuras
O desfecho esfriou a pressão sobre Glauber Braga e Zambelli, mas apontou dificuldades para futuras votações disciplinares. Entre os casos previstos estão Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que devem voltar a pautas nos próximos dias. A Mesa passa por forte escrutínio.
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