- A Câmara dos Deputados substituiu a cassação pelo afastamento de seis meses do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), com 318 votos a favor, 141 contrários e 3 abstenções.
- Durante o semestre, Braga será substituído pela ex-senadora Heloísa Helena (Rede-RJ).
- A decisão envolve acusações de que Braga teria chutado Gabriel Costenaro (MBL) dentro do prédio da Câmara; Braga afirma ter agido por provocação de Costenaro sobre sua família.
- A medida foi liderada pelo governo, em meio a negociações para evitar a cassação definitiva, com denúncias de supostas tentativas de utilizar emendas para impedir a cassação.
- O processo teve grande mobilização interna, com críticas à condução inicial do caso e pressão de lideranças para chegar a um desfecho político que não seja a cassação.
A Câmara dos Deputados decidiu substituir a cassação pelo afastamento de Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses de mandato. A votação ocorreu nesta quarta-feira, 10, com 318 votos a favor, 141 contra e 3 abstenções. Durante o semestre, Braga ficará substituído pela ex-senadora Heloísa Helena (Rede-RJ). A medida foi costurada pelo governo para evitar a cassação definitiva.
Segundo a divulgação oficial, o objetivo foi evitar o encerramento permanente do mandato. Lideranças do governo defenderam a opção como uma saída política considerada responsável para o Parlamento. A decisão também envolveu negociações com a base aliada e com partidos da oposição.
A defesa de Glauber Braga afirmou que o parlamentar reagiu ao que considerou agressões de Gabriel Costenaro (MBL) dentro do plenário. Braga disse ter agido para defender a família; ele citou que o episódio ocorreu após insinuações envolvendo a mãe dele, Saudade Braga, que faleceu 22 dias depois do incidente.
A substituição de Braga por Heloísa Helena foi anunciada após acordo entre lideranças. Questionamentos sobre possíveis emendas para frear a cassação também foram apresentados, gerando tensão entre membros do Centrão e do governo. O plenário acompanhou a votação com expectativa sobre o desfecho do caso.
O episódio de 2023 marcou o ápice de uma sequência de acontecimentos, incluindo uma greve de fome de Braga, que durou nove dias, encerrada por acordo com o presidente da Câmara em exercício. Na época, o debate sobre a cassação mobilizou diferentes frentes e setores da Casa.
A decisão ocorreu no contexto de articulações políticas mais amplas, com figuras de diversos partidos fazendo colocações públicas. O resultado pode influenciar a trajetória institucional do Legislativo e o tratamento de casos semelhantes no futuro.
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