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Grupo de militares dá golpe de Estado em Guiné-Bissau durante recuento eleitoral

Grupo militar, autodenominado Alta Comandancia Militar, toma o controle da Guiné-Bissau, suspende eleições e fecha fronteiras

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
José Naranjo
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  • Um grupo de militares de Guiné-Bissau tomou o controle do país e se autodenominou Alta Comandancia Militar para Restaurar a Ordem.
  • Ficou anunciada a suspensão do processo eleitoral em curso, a anulação da divulgação dos resultados e o fechamento das fronteiras, com apelo à calma à população.
  • O presidente Umaro Sissoco Embaló afirmou ter sido detido no seu escritório, assim como o chefe das Forças Armadas e o ministro do Interior.
  • Disparos foram ouvidos nas proximidades do palácio presidencial e da sede da comissão eleitoral, onde ocorria a contagem dos votos das eleições do último domingo.
  • A crise ocorre em um contexto de instabilidade histórica e tensões pós-eleitorais, com a comunidade internacional acompanhando os desdobramentos.

Um grupo militar guineense assumiu o controle do país, autodenominando Alta Comandancia Militar para Restaurar a Ordem. A comunicação foi feita em uma leitura na sede do Estado-Maior das Forças Armadas, com o general Denis Ncanha anunciando a suspensão do processo eleitoral em curso e a paralisação da divulgação de resultados.

O presidente Umaro Sissoco Embaló foi detido no Palácio de Justiça, segundo relatos, e já é alvo de controle militar. Também estão sob custódia o chefe das Forças Armadas, Biague Na Ntan, o seu segundo, Mamadou Touré, e o ministro do Interior, Botché Candé. Disparos foram ouvidos nas imediações do palácio e da sede da comissão eleitoral em Bissau.

Com a medida, o governo suspendeu eleições realizadas no último domingo e adiaria a divulgação de resultados esperados para esta semana. Frente às ações, foi decretada a suspensão de fronteiras, com apelo à calma dirigido à população.

Contexto recente

Horas antes do golpe, apoiadores de Embaló já apontavam vitória com cerca de 65% dos votos, enquanto o opositor Fernando Dias reivindicava 51%. O pleito ocorreu após a exclusão do histórico líder Domingos Simões Pereira, do PAIGC, que acabou influenciando a disputa.

Desdobramentos esperados

Guiné-Bissau tem histórico de instabilidade desde a independência, com golpes de Estado e crises políticas. A comunidade internacional acompanha a situação, enquanto instituições locais tentam manter serviços essenciais e evitar violência. Embaló chegou ao poder em 2020 após eleições contestadas e já enfrentou bloqueios institucionais.

Conclusão provisória

O país permanece sob tutela militar até segunda ordem, com a população orientada a manter a calma. O desfecho depende de ações das lideranças civis e do apoio regional, em meio a um cenário de tensões políticas que persiste desde a última década.

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