- Hugo Motta (Republicanos) rompeu publicamente com o líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, citando mal-estar entre Legislativo e governo Lula; assessoria confirmou o rompimento.
- Motta disse que não quer mais manter relação com Lindbergh e acusou o governo de apostar em narrativas falsas para desinformar sobre o PL Antifacção.
- No Senado, o desgaste envolve a indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, ao STF, em substituição ao ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, com críticas à condução do processo.
- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, disse não saber o motivo do suposto rompimento entre Alcolumbre e ele, atribuindo divergências a informações da imprensa; reconheceu que Messias gerou descontentamento em Alcolumbre pela falta de avisos prévios.
- Wagner afirmou que terá reunião com o presidente Lula para reduzir tensões; o Senado deve analisar a indicação de Messias ao STF, com histórico de que indicações ao STF não costumam ser rejeitadas desde o governo de Floriano Peixoto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), revelou nesta segunda-feira que rompeu publicamente com o líder do governo na Casa. Motta afirmou à Folha que não mantém mais nenhum tipo de relação com Lindbergh Farias (PT-RJ) e confirmou o afastamento à Gazeta do Povo. A fala ocorreu no contexto de desgaste entre Legislativo e governo Lula.
Lindbergh Farias reagiu nas redes sociais, afirmando que o PL Antifação foi reprovado por especialistas e que a medida favorece facções. A troca de críticas intensificou o mal-estar já observado entre lideranças da Câmara. Motta tem acusado o governo de recorrer a narrativas falsas para desinformar e desvalorizar a iniciativa legislativa.
Contexto no Senado e desencontros de comunicação
No Senado, a discussão envolve a indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, ao STF, prevista para avaliação pela Casa. O ex-presidente Rodrigo Pacheco, indicado pela oposição, também aparece no debate, com críticas à condução do processo.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, disse não saber por que Alcolumbre tería rompido relações com ele, atribuindo a divergências a informações da imprensa. Wagner afirmou que pretende se reunir com Lula nesta terça para reduzir tensões e questionou se haveria votos suficientes para confirmar Messias.
Direção do processo e sinais de andamento
O Senado informou que analisará a indicação de Messias ao STF. Como histórico, a Casa ressaltou que não houve rejeição de indicações ao STF desde o governo de Floriano Peixoto, no século XIX, sugerindo um precedente favorável. A pauta permanece em foco, com expectativa de reunião entre princípios de governo e Parlamento para reduzir ruídos.
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