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Prisão de Bolsonaro: médicos dizem que saúde é incompatível

Bolsonaro tem prisão preventiva por risco de fuga; Moraes negou prisão domiciliar, citando quadro de saúde contínuo decorrente da facada de 2018

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Defesa alega que Bolsonaro enfrenta “doenças permanentes” e sequelas “irreversíveis” em decorrência da facada sofrida em 2018. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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  • Prisão preventiva por risco de fuga de Jair Bolsonaro foi decretada; Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária.
  • Defesa afirma que o quadro de saúde, com sequelas da facada de 2018, é incompatível com regime fechado.
  • Alegam que o tratamento exige monitoramento constante e deslocamento rápido para atendimento especializado, o que o regime fechado não permitiria.
  • Histórico de saúde inclui várias cirurgias abdominais, aderências internas e risco permanente de oclusão intestinal, com possibilidade de emergências cirúrgicas.
  • Especialistas ressaltam necessidade de fisioterapia, monitoramento nutricional e equilíbrio de eletrólitos; atraso na transferência pode ser grave no ambiente prisional.

Após a prisão preventiva de Jair Bolsonaro neste sábado (22) por risco de fuga, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária. A avaliação é de que o regime fechado não garantiria monitoramento médico e deslocamento rápido para atendimento.

O histórico de saúde de Bolsonaro remonta à facada de 2018, com múltiplas cirurgias abdominais, aderências internas e risco permanente de oclusão intestinal. Esses quadros exigem monitoramento nutricional e fisioterapêutico, além de equilíbrio de eletrólitos para evitar complicações graves.

Defesa aponta incompatibilidade com regime fechado

A defesa sustenta que as condições de saúde são permanentes e irreversíveis, e que o regime fechado impediria o acompanhamento médico necessário. Argumenta-se a necessidade de tratamento contínuo e de acesso rápido a tratamentos especializados, sobretudo em situações de emergência digestiva.

Segundo especialistas, as aderências podem evoluir rapidamente para emergências que exigem internação hospitalar, mesmo sem cirurgia. Em prisões, a demora na transferência pode agravar o quadro e colocar a saúde em risco.

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