- Prisão preventiva por risco de fuga de Jair Bolsonaro foi decretada; Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária.
- Defesa afirma que o quadro de saúde, com sequelas da facada de 2018, é incompatível com regime fechado.
- Alegam que o tratamento exige monitoramento constante e deslocamento rápido para atendimento especializado, o que o regime fechado não permitiria.
- Histórico de saúde inclui várias cirurgias abdominais, aderências internas e risco permanente de oclusão intestinal, com possibilidade de emergências cirúrgicas.
- Especialistas ressaltam necessidade de fisioterapia, monitoramento nutricional e equilíbrio de eletrólitos; atraso na transferência pode ser grave no ambiente prisional.
Após a prisão preventiva de Jair Bolsonaro neste sábado (22) por risco de fuga, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária. A avaliação é de que o regime fechado não garantiria monitoramento médico e deslocamento rápido para atendimento.
O histórico de saúde de Bolsonaro remonta à facada de 2018, com múltiplas cirurgias abdominais, aderências internas e risco permanente de oclusão intestinal. Esses quadros exigem monitoramento nutricional e fisioterapêutico, além de equilíbrio de eletrólitos para evitar complicações graves.
Defesa aponta incompatibilidade com regime fechado
A defesa sustenta que as condições de saúde são permanentes e irreversíveis, e que o regime fechado impediria o acompanhamento médico necessário. Argumenta-se a necessidade de tratamento contínuo e de acesso rápido a tratamentos especializados, sobretudo em situações de emergência digestiva.
Segundo especialistas, as aderências podem evoluir rapidamente para emergências que exigem internação hospitalar, mesmo sem cirurgia. Em prisões, a demora na transferência pode agravar o quadro e colocar a saúde em risco.
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