- Maggie Haberman e Jonathan Swan, autores de Regime Change, revelam como a equipe de Trump operava para manter segredos da Casa Branca durante o segundo mandato.
- O livro foca na saúde de Trump, indicando que poucas pessoas sabem o que realmente acontece e que informações deixaram de ser compartilhadas ao longo do tempo.
- Regime Change descreve salas de situação, documentos lacrados e a dificuldade de obter confirmação de informações relevantes para a narrativa.
- Relatos citam decisões de política externa, como ações contra o Irã, com poucos membros do governo acompanhando previamente as tratativas.
- As autoras dizem ter trabalhado arduamente para registrar esse período, buscando capturar um marco histórico da presidência, sem fazer julgamentos.
Maggie Haberman e Jonathan Swan, autores do livro Regime Change, descrevem como acessaram áreas restritas da Casa Branca para revelar segredos do gabinete de Donald Trump durante o segundo mandato. Eles afirmam que a administração é extremamente talentosa em manter informações em segredo.
O livro mostra as dificuldades de obter dados sobre a saúde de Trump, considerada por eles um tema sensível que as pessoas do governo evitam detalhar. Segundo os autores, poucos sabem quem são os médicos e quais diagnósticos foram feitos.
A obra também aborda a rotina do poder: salas de situação ocupadas por poucos assessores, documentos acumulados em áreas contíguas e uma contínua reconfiguração do entorno presidencial. Eles relatam uma gestão marcada por uma busca por controle de informações.
Segundo Swan, o ambiente interno é descrito como extremamente fechado, com apenas um núcleo reduzido de pessoas participando de decisões-chave. Haberman acrescenta que o esforço para manter sigilo é uma característica que perdura desde o início do governo.
O livro detalha discussões sobre ações da Administração em temas sensíveis, incluindo acordos internacionais e planos de uso de poder. Em certo momento, frisa que apenas um escalão muito restrito teve acesso a documentos relevantes antes de anúncios oficiais.
Ao tratar da condução de política externa, os autores destacam que decisões sobre alianças e guerras foram tomadas sem a participação de todos os integrantes do governo, o que gerou surpresa entre alguns setores da diplomacia e da defesa.
Regime Change é apresentado como uma narrativa que busca retratar, com extensão histórica, os bastidores de uma administração marcada por campanhas de afirmação de autoridade e pela centralização de decisões.
- Regime Change é a obra em circulação, com relatos de bastidores, cronogramas de reuniões e a percepção de que o governo operou de forma intensiva para moldar ações políticas em meio a críticas públicas.
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