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Guerra na Ucrânia: paciência não é infinita; Kiev vê fim da oferta de paz

Ucrânia ameaça recalibrar a oferta de cessar-fogo se o Conselho de Segurança não votar por fim total às hostilidades, enquanto ataques civis persistem

In the Ukrainian frontline town of Druzhkivka, Donetsk region, a resident pushes a bicycle along a street covered with anti-drone nets and with razor wire installed nearby. Kyiv has previously offered Moscow an immediate, unconditional ceasefire along the current battlefront.
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  • Ucrânia pode recalibrar sua oferta de cessar-fogo para a Rússia se o Conselho de Segurança não aprovar resolução que imponha fim completo e incondicional às hostilidades; a mensagem é de que a paciência não é infinita.
  • O enviado ucraniano à ONU, Andrii Melnyk, disse que o cessar-fogo já é um grande compromisso e que há disponibilidade para negociações diretas, mas pode ser reequilibrado se a diplomacia não avançar.
  • A ofensiva de Kiev ganhou impulso, com impactos nas cadeias de suprimento russas; relatório aponta que quarenta por cento das refinarias de petróleo da Rússia foram atingidas.
  • A Crimeia sob ocupação interrompeu vendas de gasolina a civis; autoridades russas relataram ataques com drones e movimentos de defesa aérea em resposta.
  • Civis seguem sendo atingidos: feridos em Zaporizhzhia, Sumy e Kharkiv; um ataque noturno a um navio no Mar Negro deixou o cozinheiro egípcio morto e outros tripulantes feridos.

O governo da Ucrânia avisou que pode revisar sua oferta de cessar-fogo com a Rússia caso o Conselho de Segurança da ONU não aprove uma resolução que peça o fim total e incondicional dos hostilidades. O embaixador ucraniano ante a ONU, Andrii Melnyk, disse que a eficácia recente de ataques mudou a dinâmica do conflito, citando danos a cerca de 40% das refinarias russas.

Melnyk afirmou que Kiev está aberto a negociações diretas, mas alertou que o tempo pode esmaecer a paciência. O embaixador destacou que o cessar-fogo na frente de fato representa uma grande concessão, e que o Conselho de Segurança não pode apenas observar.

Números e impactos recentes indicam pressão sobre a Rússia. A imprensa internacional aponta interrupções no abastecimento de combustível em áreas ocupadas, com possíveis efeitos em operações militares na região de Crimea.

Avanços e ataques

A ofensiva ucraniana atingiu uma instalação de eletrônicos para mísseis na região de Voronezh, na fronteira com a Ucrânia. Autoridades locais russas disseram que cinco pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no ataque.

Também houve ataque a uma zona de comunicações por satélite em Dubna, na região de Moscou, segundo o comando geral ucraniano. O serviço estatal russo Tass informou sobre um grande ataque de drones ucranianos.

Na capital, Kyiv, houve alerta de ataque aéreo durante a madrugada. Em Zaporizhzhia, Sumy e Kharkiv, civis ficaram feridos. Autoridades locais relataram mortos em Sumy e feridos em outras cidades, em ataques russos.

Contexto internacional e consequências

Um ataque noturno a Zaporizhzhia deixou uma mulher morta e três feridos, incluindo uma criança de 11 anos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a casa atingida não era alvo militar.

Na região de Kherson e no Mar Negro, houve relatos de danos a navios e embarcações. O vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksii Kuleba, informou que um barco no Mar Negro pegou fogo após ataque com drone russo, resultando na morte de um cozinheiro egípcio a bordo.

O conflito continua com impactos humanos significativos. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários registra milhares de mortos e feridos entre civis desde o início da ofensiva. O cenário permanece tenso e marcado por ataques a áreas urbanas.

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