- A Al Jazeera informou a morte do cinegrafista Ahmed Wishah em bombardeio israelense a uma casa no centro da Faixa de Gaza, feito por drone em campo de refugiados.
- Ahmed Wishah era irmão de Mohammed Wishah, correspondente morto em abril; o Exército de Israel o acusou de ser membro do Hamas.
- O Exército israelense confirmou a morte e afirmou ter morto “um terrorista” do movimento Hamas.
- Segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, mais de 220 jornalistas foram mortos pelo exército israelense na Faixa de Gaza entre outubro de 2023 e fim de 2025, 70 deles enquanto trabalhavam.
- A Al Jazeera afirmou que Ahmed foi o 12º jornalista da emissora morto desde outubro de 2023 na região, apesar de um cessar-fogo vigente desde 2025.
Ahmed Wishah, cinegrafista da Al Jazeera Live, morreu em bombardeio israelense na Faixa de Gaza neste sábado. O ataque, realizado por drone, atingiu uma casa no centro da região e deixou feridos, segundo apuração da emissora.
A Força de Defesa de Israel confirmou a morte de Wishah e afirmou ter eliminado um suposto integrante do Hamas durante a operação. As informações sobre o alvo e o objetivo do ataque divergem entre as partes.
Ahmed era irmão de Mohammed Wishah, também correspondente da Al Jazeera, morto em abril em ataque semelhante. A Justiça israelense atribuiu a responsabilidade ao Hamas nessa outra ocorrência.
Contexto e repercussões
Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras, mais de 220 jornalistas foram mortos pelo Exército de Israel na Faixa de Gaza entre outubro de 2023 e o fim de 2025, 70 deles enquanto trabalhavam.
A Al Jazeera condenou o que chamou de assassinato deliberado de seus profissionais e denunciou crimes contínuos contra seus funcionários na Gaza. A rede informou que Ahmed foi o 12º funcionário morto desde outubro de 2023, mesmo com um cessar-fogo em vigor desde 2025.
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