- Zelenskyy afirma que a situação militar na Ucrânia é promissora, com a Rússia perdendo iniciativa dia após dia, segundo a entrevista concedida ao Guardian em Londres.
- Nos últimos dias, drones ucranianos atingiram a cidade russa de São Petersburgo e dirigi-se a áreas ocupadas na Crimea, agravando a crise de abastecimento na península.
- O presidente ucraniano aponta perdas russas superiores a vinte e três mil mortos entre militares, estimando que o TOTAL possa ser ainda maior, enquanto a Ucrânia também registra perdas.
- Zelenskyy pediu ao Ocidente que feche o espaço aéreo da Ucrânia e transformem as forças armadas mobilizadas em um corpo europeu, destacando a necessidade de interceptores e apoio financeiro.
- Em paralelo, ele manteve encontros com líderes europeus e com o rei Charles III, oferecendo compartilhar a experiência de guerra de drones e relatando que um encontro com Putin foi oferecido pelo próprio Zelenskyy.
Volodymyr Zelenskyy afirma que a frente de batalha na Ucrânia começa a ceder ritmo para a Rússia, segundo entrevista concedida ao Guardian em Londres. O presidente ucraniano disse que a ofensiva de Kyiv ganhou impulso estratégico recente, apesar de não declarar vitória completa.
Na conversa, Zelenskyy descreve perdas russas superiores a 30 mil soldados por mês, com números que ele admite serem estimativas. Ele aponta que a Rússia tem enfrentado avanço estagnado no leste, enquanto ataques aéreos russos contra cidades ukrainas seguem intensos.
O presidente destacou episódios recentes de ataques a longo alcance que atingiram cidades russas, como São Petersburgo, e situações de combustível no território anexado da Crimeia. O ritmo da campanha russa é apresentado como deterioração de capacidade, mesmo com destruição contínua.
Entre as informações, Zelenskyy afirmou que a Ucrânia transformou-se em um polo de produção e inovação de drones desde 2022, e que a Ucrânia pode compartilhar esse know-how com aliados ocidentais. O tema inclui a busca por mísseis Patriot, considerados decisivos contra mísseis balísticos.
O chefe de Estado relatou visitas a capitais europeias para fortalecer o apoio, incluindo reuniões com o primeiro-ministro britânico e líderes da União Europeia. Ele pediu maior cooperação em defesa, com foco em interceptação de ataques aéreos e financiamento para uma força armada de modelo europeu.
Zelenskyy também mencionou a necessidade de desenvolvimento de uma capacidade de defesa europeia colaborativa, citando o custo elevado dos Patriot e a ideia de criar alternativas em parceria com aliados. O objetivo é manter Kyiv protegido e ampliar o apoio estratégico ao país.
Ainda no contexto internacional, o presidente comentou a situação em várias frentes diplomáticas, incluindo contatos com figuras da política europeia para manter a pressão sobre Moscou e buscar soluções para a guerra sem gerar volas de escalada.
Em relação ao futuro, Zelenskyy indicou interesse em avançar com reformas e colabor ações com parceiros ocidentais, mantendo a Ucrânia aberta a compartilhar lições aprendidas na guerra de drones e na defesa de seu território. A entrevista ocorreu antes de novos encontros com líderes europeus.
Panorama da relação com líderes e aliados
Zelenskyy descreve diálogo contínuo com aliados ocidentais, ressaltando apoio diplomático e militar. O objetivo é manter a linha de defesa de Kyiv e ampliar assistência para manter a infraestrutura crítica e a mobilização das forças.
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