- O Departamento de Defesa dos EUA atualizou a lista de empresas chinesas que supostamente ajudam as Forças Armadas, provocando protesto de Pequim.
- Entre as incluídas estão Alibaba, Baidu e BYD, com Tencent também citado entre os grandes de inteligência artificial.
- ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies foram reinclusas na lista de fornecedoras de memória.
- Pequim pediu a Washington que pare de reprimir as empresas chinesas e endereçou críticas às práticas consideradas imprudentes.
- A reação dos EUA incluiu comentário do deputado John Moolenaar e a ameaça de consequências para negócios com as autoridades chinesas; Trump convidou Xi para visita a Washington em setembro.
Os Estados Unidos divulgaram na segunda-feira 8 uma lista atualizada de empresas chinesas que supostamente ajudam as Forças Armadas do país. A divulgação gerou protesto de Pequim, que pediu a Washington para parar de reprimir companhias chinesas.
Entre as listadas estão a Alibaba, Baidu e BYD, além de outras gigantes tecnológicas envolvidas na corrida pela IA. Duas fabricantes de chips de memória, ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies, foram reintegradas à relação após terem sido removidas recentemente.
A atualização ocorre poucas semanas após um encontro em Pequim entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, com o objetivo de manter a estabilidade das relações bilaterais. A lista anterior havia sido divulgada e retirada sem explicação.
Reação de Pequim e respostas
O porta-voz Lin Jian, do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que Pequim se opõe à generalização do conceito de segurança nacional pelos EUA e à repressão às empresas chinesas. Ele pediu que Washington revise suas práticas.
A Baidu contestou a inclusão, alegando ser injusta e infundada a ligação com atividades militares, e afirmou que tomará medidas para que a lista seja revista. A Alibaba também disse tratar-se de um erro e anunciou possíveis ações legais.
A nota oficial dos Estados Unidos destacava que a lista serve como alerta para empresas americanas, governos e cidadãos. A Casa Branca não comentou de forma adicional além da divulgação já realizada.
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