- Um homem foi baleado na cabeça durante protesto em Nanyuki, central do Quênia, contra a proposta de um centro de quarentena para Ebola dos EUA; imagens mostram uma pessoa imóvel no chão.
- A manifestação ocorreu próximo à base aérea de Laikipia; policiais usaram gás lacrimogênio para dispersar a multidão, que incluiu dezenas de dispositivos de proteção e um caixão com a palavra “Ebola”.
- O governo dos Estados Unidos planeja enviar trinta profissionais de saúde para atender o centro, que terá cinquenta leitos, caso seja construído.
- A Justiça do Quênia bloqueou temporariamente a instalação do Centro e a admissão de pessoas expostas ao vírus, a pedido da Katiba Institute; a próxima audiência está marcada para 23 de junho.
- O presidente William Ruto afirmou que vai manter a iniciativa, enquanto Uganda e a República Democrática do Congo enfrentam um surto de Ebola; não há casos conhecidos no Quênia.
Um homem ficou ferido com um tiro na cabeça durante protesto em Nanyuki, cidade no centro do Quênia, contra a instalação de um possível centro de quarentena para Ebola pelos EUA. Pessoas realizaram uma manifestação perto da base aérea Laikipia, a cerca de 190 km ao norte de Nairobi.
Segundo relatos, diversas pessoas foram detidas e a polícia lançou bombas de gás para dispersar os manifestantes. Os organizadores exibiam símbolos de alerta sanitário e levavam um caixão com a etiqueta Ebola. O protesto expressou oposição à instalação no território queniano.
Ação legal e posição do governo e EUA
A administração de Nanyuki envolve autoridades locais e forças de segurança, que tentam manter a ordem durante a manifestação. O governo americano informou planos de enviar 30 profissionais de saúde ao centro, com capacidade prevista de 50 leitos.
Um processo movido pela Katiba Institute, ONG de Nairobi, levou o Quênia a suspender temporariamente a instalação e a admissão de pessoas expostas ao vírus. A próxima audiência está marcada para 23 de junho, segundo autoridades judiciais.
Situação epidemiológica regional
No entorno, autoridades de saúde na Uganda e na República Democrática do Congo combatem o surto de Ebola, declarado em 15 de maio. A OMS classifica a crise como emergência de saúde pública de interesse internacional.
Até 6 de junho, a RDC confirmou 515 casos e 91 mortes; Uganda registrou 19 casos, com duas mortes, além de um caso provável que resultou em óbito. Não há casos conhecidos no Quênia, segundo dados da OMS.
Fonte: Agence France-Presse
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