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Grupos de redes sociais alimentam desinformação no Reino Unido, aponta relatório

Grupos locais de redes sociais disseminam desinformação em áreas sem jornalismo local, atingindo mais de 4,4 milhões de pessoas, com picos durante eleições

‘Killer of trust’: social media groups fuel misinformation in UK, report finds
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  • Mais de 4,4 milhões de pessoas no Reino Unido vivem em “desertos de notícia”, sem cobertura local dedicada.
  • Grupos locais no Facebook e no X ajudam a disseminar desinformação, especialmente onde há pouca ou nenhuma imprensa local confiável.
  • O estudo analisou mais de 125 mil posts em grupos locais, buscas no X e comunidades Nextdoor, apontando temas como imigração e islamofobia entre os mais comuns.
  • A desinformação nas vésperas das eleições aumentou 56% em relação ao começo do ano, passando de 8,2% para 12,9% do total de posts de notícias.
  • Em Gorton e Denton, south-east Manchester, 6,5% dos posts de notícias nos grupos foram classificados como desinformação; cerca de 20% de tudo o que é fake em grupos do Facebook envolve questões locais.

Mais de 4,4 milhões de pessoas no Reino Unido vivem em áreas sem veículo de imprensa local dedicado. Segundo estudo do Social Market Foundation, grupos locais em redes sociais são majoritários na disseminação de desinformação nessas zonas, especialmente em Facebook, X e Nextdoor.

A pesquisa analisou mais de 125 mil postagens de grupos locais, buscas no X e comunidades Nextdoor, revelando que a desinformação é quase três vezes mais comum onde não há jornalismo local reconhecido. Tópicos como imigração e islamofobia dominaram o conteúdo enganoso.

Aumento da desinformação ocorreu próximo a eleições locais, com queda na qualidade da informação em momentos decisivos. O share de posts de notícias com conteúdo enganoso subiu de 8,2% para 12,9% no período que antecedeu o dia de votação.

Desertos de notícias e impacto

A combinação de queda de veículos de comunicação locais e o crescimento de fóruns online alimenta a desinformação. MPs consideram que fóruns não profissionais amplificam mensagens enganosas, em especial para eleitores de áreas com cobertura jornalística fraca.

Em Manchester, Gorton e Denton, três a cada quatro grupos locais apresentaram conteúdos enganosos durante a recente eleição suplementar. O pleito resultou na vitória do Partido Verde, com a Reform UK em segundo lugar; informações falsas atingiram várias siglas.

A análise identificou casos de comunicações falsas de autoridades locais, conteúdos gerados por inteligência artificial e acusações de corrupção envolvendo órgãos municipais. Entre os exemplos, houve alegações falsas sobre mudanças no idioma de sessões da prefeitura e expansão de tarifas de congestionamento.

Relevância política e respostas

Em termos de alcance, 6,5% das postagens relacionadas a notícias nos grupos de Gorton e Denton foram classificadas como desinformação. A pesquisa também aponta que um quinto de posts falsos em grupos locais tratavam de questões como planejamento, transporte e serviços municipais.

Dados indicam que mais de quatro em cada cinco buscas no X, e duas em cinco grupos do Facebook, apresentaram pelo menos uma peça de desinformação em seus últimos mil posts. Nível elevado de conteúdo enganoso registra-se também em outras regiões.

A pesquisadora Chi Onwurah, chair da comissão parlamentar de ciência e tecnologia, destacou preocupações com o impacto da desinformação e pediu ações mais firmes para reduzir danos causados pela falta de jornalismo local confiável. Observa-se chamada para aprimorar o regime de segurança online.

Contexto e perspectivas

Autoridades nacionais reconhecem os riscos, mas reiteram foco em danos mais prevalentes. O estudo reforça a importância de fortalecer o jornalismo local como defesa contra desinformação em plataformas digitais.

Para setores representativos da imprensa local, é essencial manter veículos estáveis que prestem informações verificáveis. O relatório enfatiza uma intervenção regulatória capaz de proteger o público e exigir responsabilidade e transparência online.

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