- A Armenia realiza eleições parlamentares neste domingo, em meio à pressão russa e ao temor de um “cenário ucraniano” caso siga rumo à integração europeia.
- A Rússia proibiu a importação de conhaque de Abovyan e de outros produtores armênios, sob pretexto sanitário, visto como forma de pressionar o país a não se afastar de Moscou.
- Pesquisas indicam Pashinyan com vantagem, em torno de trinta por cento, enquanto o opositor Samvel Karapetyan fica perto de dez por cento.
- Moscou mantém influência econômica e militar, mas evita excesso de pressão para não ampliar a rejeição; a União Europeia e os Estados Unidos têm investido em aproximações com Yerevan.
- Analistas dizem que a pressão russa pode acabar fortalecendo Pashinyan, que defende a ligação com a União Europeia, enquanto mantém base militar russa no território.
Armenia realiza eleições parlamentares neste domingo, em um momento de pressão russa e temores de um “cenário ucraniano”. O governo de Nikol Pashinyan busca consolidar o afastamento de Moscou, em meio a medidas de retaliação comerciais que afetam o setor de cognac.
Ação: a linha de engarrafamento da Abovyan Cognac Factory opera a pleno vapor, com funcionárias etiquetando, embalando e enviando garrafas a grande parte para a Rússia. As exportações dependem do mercado vizinho, que concentra grande parcela das vendas.
Quem está envolvido: o premiê Nikol Pashinyan, líder do partido Civil Contract, e o principal oponente, Samvel Karapetyan, apoiado pela esfera russa. A influência de Moscou é tema central do pleito.
Quando e onde: eleições ocorrem neste fim de semana, na Armênia, incluindo a capital Yerevan, com cobertura internacional incisiva sobre o descompasso entre alinhamento europeu e dependência econômica da Rússia.
Por quê: o Kremlin tem utilizado restrições comerciais para dissuadir a guinada ocidental de Yerevan. A medida recente de banir importações de cognac de Abovyan é apontada como pressão para manter a influência regional russa.
Contexto geopolítico
A relação entre Moscou e Armênia esfria conforme Pashinyan acelera a aproximação europeia. Putin alertou sobre um possível “cenário ucraniano” caso haja continuidade da integração com a União Europeia.
Analistas veem o movimento russo como tentativa de forçar Pashinyan a escolher entre manter laços com a Rússia ou avançar com reformas pró-ocidente. O debate segue acalorado no parlamento e na sociedade.
Cenário eleitoral e perspectivas
As pesquisas indicam que o Civil Contract pode obter liderança expressiva, com cerca de 30% das intenções, enquanto Karapetyan fica em torno de 10%. A oposição enfrenta desgaste devido a vínculos com Moscou.
Especialistas destacam que a estratégia russa tem gerado reação interna contrária, fortalecendo Pashinyan e minando a credibilidade dos opositores. Observadores chinesam que pressões podem aumentar se o governo vencer.
Repercussões internacionais
A União Europeia anunciou apoio financeiro inicial de 50 milhões de euros para ajudar a enfrentar pressões comerciais russas. A Ucrânia também intensificou relações, importando rosas armênias após a proibição russa de flores.
Mesmo com diversificação de parcerias, a Armênia depende de gas subsidiado e de fatores geopolíticos que mantêm Moscou como ator-chave. Analistas apontam que o desequilíbrio continua a ditar o tom do período pós-eleitoral.
Entre na conversa da comunidade