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Mulher de 23 anos diz ter desistido da deportação após detenção humilhante pela ICE

Mulher de vinte e três anos relata detenção humilhante e algemas nos EUA, levando à deportação após meses de cárcere, e retorno temendo retaliações no país de origem

Ana María had such a horrendous experience after her ICE arrest that she agreed to be deported back to her native country in South America.
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  • Ana María, 23, mulher que buscava asilo nos EUA, acabou detida pelo ICE após se entregar na fronteira com o Canadá, de onde seguia com o namorado; ela foi deportada de volta para a América do Sul.
  • Durante três meses, ela passou por pelo menos seis centros de detenção, sempre algemada durante as transferências, com condições descritas como degradantes.
  • Ela pediu deportação ao próprio país de origem após temer por sua segurança; hoje está de volta com a mãe, em estado de ansiedade.
  • As experiências incluíram uso constante de algemas, comida irregular, buscas invasivas e falta de informações sobre para onde seria levada.
  • Ela reconhece que sente saudades dos EUA e espera que sua história possa provocar mudanças, mantendo a cautela sobre o que pode ocorrer a seguir.

Ana María, 23, relata uma experiência de detenção pelo ICE após chegar aos EUA com um pedido de asilo em andamento. Ela foi presa, transferida diversas vezes e mantida em torno de seis unidades de detenção em três meses, sempre algemada, sem envolvimento criminal.

A jovem permaneceu em detenção enquanto o pedido de asilo estava sendo avaliado. Ela diz ter sido tratada com humilhação e pressão física durante as transferências entre unidades, em estados diferentes, com pouco ou nenhum acesso a informações sobre o paradeiro.

Ela vivia com o namorado no Nordeste dos EUA, trabalhava e se integrava à comunidade. O casal decidiu buscar refúgio no Canadá, temendo planos de reforço de fiscalização de imigração, mas a detenção ocorreu na volta aos EUA após uma tentativa de pedir asilo na fronteira com o Canadá.

Detenção e condições

Ana María descreve as condições nas prisões como severas: cadeias ajustadas com marcas nas extremidades, movimentos limitados e alimentação irregular. Os relatos incluem passagens por centros no Louisiana, Arizona e Texas, com transferência frequente entre instalações.

Ela afirma que as transferências ocorriam sem explicações, com falta de comunicação sobre o destino ou o motivo. Em várias ocasiões, foi proibida de usar telefone para manter contato com a família, dificultando a localização pelos parentes.

Caminho anterior e contexto

A narradora deixou o país de origem em 2024, ainda estudante de enfermagem, após a violência de gangues contra familiares. Ela e o namorado cruzaram para os EUA buscando asilo sob a administração Biden e obtiveram primeira detenção antes de a situação se agravar.

Em resposta, Ana María solicitou ajuda a organizações de apoio a migrantes para tentar interromper o processo de asilo e permitir a deportação para o país de origem. Atualmente, ela permanece no território sul-americano, em estado de ansiedade, com planos de buscar refúgio na Europa e momentos de saudade da vida anterior nos EUA.

Questões de verificação

A Guardian encaminhou perguntas às autoridades de imigração dos EUA, sem divulgação da identidade da entrevistada por razões de segurança. O DHS costuma afirmar que as condições gerais de detenção não apresentam subprimas, sem detalhar instalações específicas.

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