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Jorge Mas afirma que Trump funciona com a Venezuela, mas não serve para Cuba

Jorge Mas Santos apresenta plano para Cuba pós-castrismo: Estado de Direito, economia híbrida e apoio do exílio, em alinhamento com Washington e mudanças em semanas

El empresario cubanoestadounidense Jorge Mas Santos, en una imagen de 2023.
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  • Jorge Mas Santos, empresário cubano-americano e presidente da Fundação Nacional Cubano Americana, atua alinhado com a Casa Branca para promover mudanças em Cuba.
  • Sua equipe apresentou uma “hoja de ruta” para uma Cuba próspera, democrática e de livre mercado, com propostas como modernizar o sistema bancário, eliminar imposto de renda e favorecer empresas com participação nacional.
  • Também elaborou um “projeto de Lei Fundamental para a transição democrática”, com 28 páginas, 115 artigos e 9 disposições transitórias, buscando direcionar a transição e direitos humanos para eleições livres e uma nova Constituição.
  • Mas, segundo Mas, mudanças em Cuba ocorreriam em meses, ou até em dias, conforme a pressão dos Estados Unidos e a estratégia do governo americano, incluindo ações sobre petróleo e diplomacia com Washington.
  • Ele defende que o exílio pode contribuir com capital e conhecimento para reconstruir Cuba, enfatizando parceria com os Estados Unidos e a necessidade de um marco jurídico que incentive investimentos, sob proteção das mesmas regras para investidores.

O empresário Jorge Mas Santos, Miami-based cubano-americano, figura de destaque entre o exílio, trabalha em parceria com a Casa Branca para viabilizar mudanças em Cuba. Ele é presidente da Fundação Nacional Cubano Americana e proprietário de MasTec, além de dono do Inter de Miami, clube que contratou Lionel Messi.

Mas Santos tem apresentado um conjunto de propostas para uma Cuba pós-Cadrismo, incluindo uma “folha de rota” para prosperidade, democracia e economia de livre mercado, além de um texto batizado de Lei Fundamental para a transição democrática. O material foi elaborado com a Associação de Abogados Cubanoestadunidense.

Tensão com o atual regime

O interesse de Mas Santos se intensificou após a operação militar norte-americana que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, evento que ele associa a mudanças rápidas na região. Em conversa com o EL PAÍS, ele afirmou que as ações de Washington colocaram Cuba sob pressão e aceleraram o ritmo de mudanças.

Conteúdo de referência

Entre os documentos apresentados, existe uma proposta de modernização do sistema bancário, redução de impostos e incentivos para empresas com participação nacional. Um segundo texto descreve a Lei Fundamental para uma transição democrática, com um formato semelhante a uma constituição, elaborado com a Associação de Abogados Cubanoestadunidense.

Visão de futuro para Cuba

Mas Santos defende que o caminho envolve um Estado de Direito, maior abertura econômica e participação de investidores estrangeiros, com proteção ao capital e direitos humanos. Ele sustenta que o país pode se tornar uma economia tecnológica e integrada ao mercado global, especialmente aos laços com os Estados Unidos.

Relação com os EUA

O empresário vê os EUA como grande parceiro, destacando a presença de uma comunidade cubana significativa no país. A ideia é avançar com cooperação econômica sem comprometer a soberania cubana, assegurando que os investimentos beneficiem os cubanos.

Perguntas sobre o modelo de governança

Ao apontar cenários, Mas Santos afirma que um eventual modelo de Cuba pode combinar setor público e privado, com sistemas de vouchers para saúde sustentados pelo Estado. Ele rejeita a ideia de retorno a um passado autoritário, defendendo mudanças lideradas por cubanos dentro da ilha.

Lideranças internas e processo eleitoral

O empresário aponta que existem potenciais lideranças internas em Cuba que poderiam atuar como figuras de transição, mas ressalta que o povo cubano precisa poder se expressar livremente por meio de eleições. Ele também menciona discussões sobre responsabilização de antigos dirigentes, mantendo o foco na justiça para famílias de exilados.

Situação externa e próximos passos

Segundo Mas Santos, o apoio externo pode se manter estável se houver garantias de um marco legal que proteja investimentos. Ele afirma que, com exílio unido, é possível mobilizar recursos para reconstrução da infraestrutura, saúde e serviços públicos em Cuba, desde que haja um caminho claro para o Estado de Direito.

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