- O bombardeio israelense matou Izz al-Din Haddad, chefe do braço militar de Hamás em Gaza, na véspera, junto com sua mulher e filha.
- O governo de Israel o descreveu como “um dos autores intelectuais” da masacre ocorrida em 7 de outubro em Israel.
- O ataque atingiu um edifício residencial e deixou oito mortos, entre eles três mulheres e um menino, além de trinta feridos.
- Hamás não confirmou publicamente a morte; o episódio ocorre em meio a um cessar-fogo frágil que já dura sete meses, com violações contínuas.
- Haddad liderava a ala militar do grupo desde a eliminação de seus predecedores, Yahya Sinwar e Mohamed, em anos anteriores.
O exército israelense afirmou ter lançado um ataque na véspera com o objetivo de eliminar Izz al-Din Haddad, líder militar de Hamás em Gaza. O ataque ocorreu durante o cessar-fogo vigente e foi justificado como resposta ao papel do comandante na suposta autoria intelectual da masacre de 7 de outubro.
Segundo Hamás, Haddad morreu no bombardeio, que mirou um edifício residencial na faixa de Gaza. A região registrou ao menos oito mortos e cerca de 30 feridos, entre eles três mulheres e um niño, conforme a Cruz Vermelha local.
O ataque ocorre em meio a uma escalada de hostilidades após anúncios de alta-cúpula israelense. O governo de Israel descreveu Haddad como responsável pela repressão contra civis e por ações contra cidadãos israelenses, mantendo a linha de que buscaria desmantelar a liderança do braço armado do grupo.
Contexto regional
As Forças de Defesa de Israel intensificaram ações contra Gaza mesmo com um cessar-fogo de curto prazo em vigor, iniciado há meses. O conflito também envolve ataques a alvos no Líbano e a tensão na fronteira com grupos armados na região.
Haddad era visto como líder militar da facção em Gaza, após a morte de seus predecessores. O anúncio de sua morte representa o registro do nível mais alto de liderança do Hamas abatido durante as tréguas, segundo informações de fontes locais.
Desde outubro de 2023, o saldo de mortos em Gaza tem aumentado, com centenas de civis e combatentes. Organizações oficiais palestinas e internacionais destacam a gravidade da situação humanitária na região, agravada por operações militares contínuas.
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