- Trump classificou a proposta do Irã para encerrar a guerra como “totalmente inaceitável” em rede social.
- O Irã ofereceu transferir parte do urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou desmantelar instalações nucleares.
- O Irã contestou a reportagem do Wall Street Journal, segundo a agência Tasnim, sem confirmar os detalhes.
- Não ficou claro se as propostas abririam caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo as informações.
- O petróleo reagiu ao impasse, com o Brent subindo acima de US$ 104 por barril, e os índices de Wall Street recuando.
Trump classifica proposta do Irã para encerrar guerra como inaceitável e mantém impasse diplomático
O presidente Donald Trump e o Irã recusaram as últimas propostas de paz de cada lado para encerrar um conflito que já dura 10 semanas, mantendo o cessar-fogo frágil.
O Irã sugeriu transferir parte de seu urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou a ideia de desmantelar suas instalações nucleares, segundo reportou o Wall Street Journal. Ainda não ficou claro se esse caminho levaria à reabertura do Estreito de Ormuz.
O Irã contestou a reportagem, afirma Tasnim, agência de notícias semi-oficial do país. O relato aponta ainda que o Irã pretende fim imediato da guerra, liberação de bens congelados, levantamento de sanções dos EUA sobre petróleo, fim do bloqueio no Golfo de Omã e preservação do controle iraniano sobre o estreito, além de exigir garantias de devolução do urânio caso as negociações falhem.
A transmissão das propostas ocorria em meio a cobranças mútuas. O Irã teria condicionado qualquer acordo à retirada de sanções e ao fim de bloqueios, ao passo que os EUA propuseram permitir a passagem pelo Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio aos portos iranianos no próximo mês, com negociações nucleares subsequentes.
Mercado e atos políticos
O petróleo reagiu ao desfecho das negociações: o Brent subiu cerca de 3,5%, acima de 104 dólares o barril, recuperando parte das perdas recentes. Os contratos futuros dos índices de ações dos EUA recuaram, acompanhando o tom de aversão ao risco no mercado.
Trump mencionou que o Irã tem provocado os EUA e outros países, conforme publicado em suas redes sociais, sem indicar consequências caso a resposta iraniana não agrade. O presidente planeja viagem à China nesta semana, mesmo diante do conflito ativo.
Averter o calor diplomático em meio à pressão doméstica
A tensão ocorre num momento de pressão política interna para reduzir os preços da gasolina, com eleições de meio mandato nos EUA se aproximando. O governo sustenta que não se deve permitir que o Irã tenha arma nuclear, repetindo mensagens anteriores sobre o tema.
O conflito já fez milhares de mortos no Oriente Médio e impactou mercados globais de energia, ampliando custos para governos e consumidores. A situação continua fluida, com as partes disputando termos de eventual encerramento do confronto.
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