- Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, viajará para Haia para representar o país na Corte Internacional de Justiça, na disputa pelo território do Essequibo com a Guiana.
- Esta é a primeira viagem da líder venezuelana à Europa desde a captura do então presidente Nicolás Maduro pelos EUA, em janeiro deste ano.
- Rodríguez já integra a lista de autoridades venezuelanas sancionadas pela União Europeia desde 2018, com restrições de entrada no bloco.
- Ela já havia participado de uma cúpula UE‑América Latina em Bruxelas, em 2023, e de audiência anterior da CIJ no mesmo caso.
- A CIJ realizou três audiências públicas sobre o tema desde 4 de maio; a quarta e última sessão está marcada para a segunda-feira.
Delcy Rodríguez vai à Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia para defender a posição da Venezuela na disputa territorial com a Guiana sobre o Essequibo. A audiência acontece nesta segunda-feira, 11, no Palácio da Paz, na Holanda, com a Venezuela buscando reafirmar seus direitos históricos sobre a região.
A líder interina, que assumiu após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, será a representante da Venezuela na sessão. Rodríguez já participou de eventos da União Europeia vinculados à questão, apesar de estar sob sanções da UE desde 2018. Em Haia, a delegação venezuelana defenderá a validade de acordos históricos e a negociação sobre o território.
Desde que assumiu o cargo, Rodríguez fez apenas duas viagens ao exterior para países caribenhos próximos. Em declarações veiculadas pela televisão estatal, afirmou que a Venezuela é a única detentora do título sobre o território. O objetivo é defender direitos históricos sobre a Guiana Essequibo.
Panorama da disputa
A disputa pelo Essequibo envolve 160 mil quilômetros quadrados que a Venezuela reivindica, enquanto a Guiana afirma ter fronteira definida pela demarcação colonial e pelo Tribunal de Arbitragem de Paris em 1899. A controvérsia ganhou repercussão internacional após descobertas petrolíferas offshore em 2015 na Guiana.
O caso está na CIJ desde audiências públicas iniciadas em 4 de maio, com a quarta e última sessão prevista para esta segunda-feira. O governo venezuelano sustenta que o acordo de 1966, assinado com o Reino Unido, deve ser a base para uma solução negociada, e que o território deveria seguir uma fronteira natural pela linha do Essequibo.
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