- O embaixador palestino no Reino Unido, Husam Zomlot, pediu intervenção do Foreign Office após o British Museum remover referências a “Palestine” de algumas galerias e painéis explicativos.
- O museu substituiu o termo “Palestina” por Gaza e Cisjordânia em um painel que listava os países da Levante antiga, segundo relatos.
- Zomlot disse que houve uma “erasão” histórica e recusou-se a participar de uma visita guiada oferecida pelo museu em 24 de março, até que haja reversão das mudanças.
- Em carta de 9 de abril, o embaixador informou que aguardava ações corretivas e reiterou a disposição para retomar conversas após as devidas alterações.
- O museu afirmou que não removeu o termo “Palestina” de todos os displays e que a referência continua em algumas peças, com o acesso a informações variando entre galerias e no site; o governo britânico destacou a autonomia dos museus na gestão de seus acervos.
O embaixador palestino no Reino Unido pediu a intervenção do Foreign Office após o Museum Britânico retirar referências a Palestina de suas exposições. Em setembro de 2025, o Reino Unido reconheceu a Palestina como Estado, mas o museu substituiu o nome Palestina por Gaza e Cisjordânia em um painel sobre os países da região antiga.
Segundo o embaixador Husam Zomlot, a mudança configura uma “erasure histórica” e ele pediu que o museu reverta a decisão. Zomlot também solicitou uma discussão formal sobre a remoção de termos como Palestina e Palestino dos painéis explicativos de várias alas.
Zomlot foi recebido pelo diretor do museu, Nicholas Cullinan, e por curadores em 24 de março. Ele afirmou que não houve garantia de reversão e recusou um paseo guiado pelo local, enquanto aguardava ações corretivas.
Em carta datada de 9 de abril, o embaixador disse estar disposto a retomar o diálogo após as correções e manifestações públicas do museu sobre o tema. O documento foi visto pela imprensa britânica.
O museu afirmou que não removeu o termo Palestina de suas exposições, mantendo referências em diversas galerias e no site. A declaração diverge de evidências fotográficas de mudanças observadas em painéis.
A instituição, que recebe financiamento público, funciona com uma diretoria independente, presidida pelo ex-ministro das Finanças George Osborne. O embaixador espera que o governo britânico leve o assunto ao museu.
Zomlot afirmou que a situação vai além de questões políticas ou legais, indicando que representa também uma dimensão histórica e existencial para o povo palestino. Ele aguarda uma resposta do Foreign Office.
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