- Keir Starmer rejeitou novos pedidos de demissão por ter indicado Peter Mandelson como embaixador em Washington, mesmo com vínculos com Jeffrey Epstein.
- O premiê afirmou que nada o desvia da missão do país, durante a sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro.
- Mandelson foi destituído em setembro, após Starmer acusá-lo de ter mentido sobre a extensão de seus vínculos com Epstein.
- The Guardian revelou que o Ministério das Relações Exteriores aprovou a nomeação no começo de 2025, mesmo com parecer desfavorável de checagem de antecedentes.
- A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, afirmou que Mandelson manteve vínculos com o Kremlin por meio da empresa de defesa Systema, gerando questionamentos sobre relações com Rússia e China.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, rejeitou nesta quarta-feira pedidos de demissão por ter nomeado o ex-ministro Peter Mandelson como embaixador em Washington. A nomeação ocorreu mesmo com vínculos de Mandelson com Jeffrey Epstein.
Starmer afirmou que não se desviará de sua missão para servir ao país, em resposta a questionamentos no Parlamento. Mandelson foi destituído em setembro, sob a acusação de ter mentido sobre a extensão de seus vínculos com Epstein, que morreu em 2019.
O caso ganhou novas hipóteses quando o Guardian revelou que o Ministério das Relações Exteriores havia habilitado Mandelson para o cargo no início de 2025, apesar de parecer desfavorável dos órgãos de verificação de antecedentes. Olly Robbins, ex-funcionário do Foreign Office, afirmou em comissão que houve pressão para a nomeação.
Contexto e desdobramentos
Robbins disse ter ouvido pressão constante de Downing Street para manter Mandelson como candidato. O governo não divulgou as razões do parecer desfavorável emitido sobre a nomeação, e fontes afirmam que pode ter envolvimento de questões ligadas a relações com a China.
A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, comentou sobre possíveis vínculos de Mandelson com a Rússia, citando a participação dele em uma empresa de defesa associada a interesses russos. Badenoch questionou a escolha para embaixador em Washington.
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