- Roman Abramovich entrou com recurso na Corte Europeia de Direitos Humanos, alegando violação de direitos humanos devido à investigação em Jersey sobre suas finanças.
- Jersey congelou 5,3 bilhões de libras em ativos do bilionário, em meio a acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.
- Os 2,4 bilhões de libras obtidos com a venda do Chelsea, destinados às vítimas da guerra na Ucrânia, ainda não foram liberados.
- Advogados de Abramovich afirmam que a investigação é abuso de poder, com falta de transparência e salvaguardas processuais.
- O governo do Reino Unido é a parte ré na queixa, com disputa sobre como os recursos devem ser usados e liberados.
O empresário Roman Abramovich acionou a Corte Europeia de Direitos Humanos (ECHR), alegando que uma investigação criminal em Jersey violou seus direitos. A ação envolve a Jersey authorities e a cifra de 5,3 bilhões de libras congeladas de seus ativos.
Abramovich, ex-proprietário do Chelsea FC, está sob sanções no Reino Unido por ligações com o presidente russo Vladimir Putin. A investigação em Jersey envolve acusações de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo relatos.
Representantes do oligarca afirmam que o caso, sem ter apresentado acusações formais, demonstra abuso de poder por parte do governo de Jersey. Eles dizem que informações-chave foram retidas e procedimentos não foram respeitados.
Novo marco no caso
Segundo a Times, a queixa no ECHR sustenta violação do direito a um julgamento justo, previsto no art. 6 da Convenção Europeia, e invasão de privacidade, conforme o art. 8, pela divulgação pública da investigação em 2022.
A discussão envolve ainda a demora na liberação dos recursos obtidos com a venda do Chelsea, estimados em centenas de bilhões de libras, que deveriam ser destinados às vítimas da guerra na Ucrânia, conforme posicionamentos governamentais britânicos.
O governo do Reino Unido é apontado como parte ré na reclamação. A defesa de Abramovich indica que a liberação dos fundos seria condicionada a critérios que não foram consumados pela Justiça de Jersey.
O tema atraiu atenção sobre o destino do dinheiro da venda, com tendência de que o montante seja usado para assistência humanitária na Ucrânia, em linha com pressões europeias para responsabilizar Moscou.
A defesa afirma ainda que o dinheiro poderia ter uso mais flexível por motivos filantrópicos, enquanto o governo britânico enfatiza a necessidade de proteger recursos para vítimas da guerra.
O Guardian, ao reportar o caso, destacou que Abramovich já havia obtido sucesso em ações anteriores para tornar públicos dados relacionados à investigação. A publicação pediu comentários a ambas as partes.
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