- Israel informou aos iranianos que suas vidas estarão em risco se utilizarem as ferrovias do país entre 8h50 e 21h, horário local, por questões de segurança diante da ameaça de Donald Trump.
- Trump estabeleceu o prazo para terça-feira, às 20h, hora de Washington, para que Teerã concorde com um acordo, sob risco de ataques à infraestrutura civil iraniana.
- A ameaça inclui detonar plantas de geração de energia elétrica, o que especialistas dizem poder configurar crime de guerra.
- O petróleo buscava mais de 110 dólares o barril nesta terça, em meio aos impasses nas negociações.
- As negociações para encerrar o conflito parecem oscilantes: Irã apresentou plano de paz de 10 pontos e pediu fim permanente da guerra, não apenas cessar-fogo.
Israel avisa que vidas de iranianos estão em risco se usarem ferrovias, em meio a prazo de Trump
A defesa israelense divulgou em farsi um alerta: até às 21h, horário do Irã, iranianos não devem viajar de trem dentro do país, por segurança. A orientação surge após ameaças de Donald Trump tocarem infraestruturas civis caso o Irã não concorde com um acordo até a noite de terça.
As declarações de Israel foram emitidas na mesma semana em que o presidente dos EUA sinalizou que atacará usinas elétricas e pontes do Irã caso não haja acordo. A tensão acompanha negociações abertas para encerrar o conflito regional, com custos elevados para a população iraniana.
Ameaças e contexto
Analistas jurídicos dizem que um ataque a infraestrutura civil de grande porte poderia configurar crime de guerra. Oficiais militares dos EUA enfrentam dilema entre obedecer ordens ou evitar crimes de guerra, conforme análises publicadas nesta semana. A disputa envolve também o estreito de Hormuz, alvo das pressões de Trump.
Paralelamente, notícias destacam que iranianos já discutem planos de paz, enquanto a máxima prioridade permanece a cessação do conflito e a estabilidade regional. O mercado de petróleo reagiu com alta, com cotação acima de US$ 110 por barril em meio às ameaças.
Outros desdobramentos
Em outra frente, Trump tornou pública a ameaça de prender jornalistas que divulguem fontes sobre um segundo piloto dos EUA desaparecido após confronto com o Irã. A defesa nega irregularidades, e já havia informado a recuperação do piloto na véspera. O episódio eleva o atrito entre a imprensa e a Casa Branca.
Em ciência, a missão Artemis II registrou marcos durante o sobrevoo lunar, com a tripulação da Orion alcançando distâncias históricas e recebendo mensagem de Jim Lovell, veterano da Apollo 13. As imagens capturaram a face oculta da Lua, inéditas para a missão.
Outros acontecimentos
No Bangladesh, campanha de vacinação contra o sarampo é ampliada diante de índice de mortes entre crianças não vacinadas. Nos EUA, advogados e políticos avaliam consequências de acusações envolvendo figuras ligadas a Steve Bannon e a congressistas, com desdobramentos judiciais em curso. No México, relatório aponta envio de resíduos tóxicos pelos EUA para o país, gerando impactos ambientais locais.
Contexto internacional
A cobertura também aborda impactos econômicos da guerra no Irã, com governos globalmente monitorando preços do petróleo e impactos logísticos. A relação entre sanções, ações militares e resposta diplomática permanece em aberto, com várias frentes de negociação e pressão internacional.
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