- Israel expandiu a ofensiva no Líbano, atingindo Beirut, Beká e principalmente o sul, com ataques que deixaram dezenas de mortos em poucas horas.
- As vítimas incluem menores, mulheres, profissionais de saúde e imigrantes africanos; Israel diz mirar a milícia Hezbollah.
- A presidente libanesa, Michel Aoun, e a Missão da ONU no Líbano (Finul) alertam que não há solução militar e pedem alto ao fogo negociado.
- De acordo com o ministério da Sanidade libanês, a ofensiva já matou 1.461 pessoas e feriu 4.430 em cinco semanas.
- Hezbollah promete continuar a luta; o Exército de Israel afirma ter eliminado mais de mil terroristas e manterá a presença no sul do Líbano.
Israel amplia a ofensiva no Líbano, atingindo o sul, a região de Beirute e áreas próximas, com detonações que derrubam prédios residenciais. O ataque ocorre em meio a ações contra alvos da milícia Hezbollah e busca de controle da fronteira com Israel.
De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, a ofensiva já provocou centenas de mortes em semanas e deixou milhares de feridos, incluindo crianças, mulheres, profissionais de saúde e migrantes africanos. A ONU e o presidente libanês apelam por um cessar-fogo negociado, ressaltando a ausência de solução militar.
Aidar o território libanês envolve destruição de infraestrutura e deslocamento de centenas de milhares de pessoas, que recebem alertas de evacuação. Em meio a denúncias, autoridades locais relatam explosões em Naqoura, Taybeh e outras localidades fronteiriças, com intenção de criar uma zona de segurança longe de Hezbollah.
Desdobramentos e respostas internacionais
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel afirma que mais de mil combatentes de Hezbollah teriam sido neutralizados e que a campanha deve seguir sem prazo definido. Em paralelo, a força da ONU Finul pede desescalada e destaca a inviabilidade de uma solução militar para o conflito.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, criticou a escalada durante cerimônia pública, questionando o que tem sido alcançado pela militarização do confronto e defendendo negociações para evitar mais perdas. Hezbollah, por sua vez, promete resistência e lançou ataques contra alvos militares em território israelense.
O patrulhamento israelense permanece em áreas próximas a Ras el-Bayda, na região norte do Líbano, com altas tensões na fronteira. O governo libanês e a comunidade internacional ressaltam a necessidade de proteção de civis e de meios para facilitar a assistência humanitária.
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