- O Irã lançou novos ataques contra Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos e avisou sobre represálias “devastadoras” se Donald Trump cumprir a ameaça de destruir instalações civis.
- Em Israel, bombeiros disseram ter encontrado duas pessoas mortas em Haifa após míssil iraniano; outras duas permanecem desaparecidas.
- A Guarda Revolucionária anunciou a morte do chefe de inteligência, em ataque considerado “mártir” pela instituição; em Teerã, uma instalação de gás foi danificada, afetando o abastecimento da cidade.
- Trump ameaçou atacar pontes e usinas elétricas caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz; Teerã reagiu dizendo que ataques contínuos resultarão em etapas de ataque mais devastadoras.
- O petróleo opera próximo de 110 dólares por barril; Kuwait registrou feridos em ataques com mísseis e drones, e Emirados Árabes Unidos também reportou ferido; Hezbollah reivindicou novos lançamentos no Líbano.
O Irã lançou novos ataques contra Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, nesta segunda-feira, 6, em meio a tensões provocadas pela retórica do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre ataques a infrastruturas civis caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado. A ofensiva ocorreu meses após o início do conflito no Oriente Médio e envolve mísseis e drones lançados de território iraniano.
Bombeiros em Haifa, em Israel, confirmaram a morte de duas pessoas e o desaparecimento de outras duas após o impacto de um míssil na noite de domingo. O Exército israelense informou que atuará com novas ações contra alvos no Irã.
A Guarda Revolucionária, braço ideológico do Irã, anunciou a morte de seu chefe de inteligência em um bombardeio atribuído a ataques de adversários. Em Teerã, uma instalação de gás foi danificada, interrompendo parte do abastecimento da cidade, segundo a televisão estatal Irib.
Contexto regional
A imprensa iraniana informou que vários bairros residenciais em Teerã foram atingidos, com oito hospitais evacuados. Em Qom, cinco pessoas morreram em ataques a áreas residenciais, conforme a agência Tasnim. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que podem ocorrer crimes de guerra caso ataques civis continuem.
Repercussões políticas e econômicas
O comando militar iraniano avisou que, se os ataques civis persistirem, as fases de ataque e represália serão mais amplas e devastadoras. Em resposta, Trump recomendou novas ações contra infraestrutura de energia e pontes no Irã, ampliando o quadro de hostilidade. As declarações impactaram os mercados globais, com o petróleo ao redor de 110 dólares por barril.
No Golfo, o Kuwait relatou mísseis e drones que deixaram seis feridos, e os Emirados Árabes Unidos registraram um ferido em queda de destroços interceptados. O Irã também afirmou que não permitirá mudanças de posição dos EUA na região.
Cenário militar
Hezbollah, no Líbano, reivindicou novos ataques contra Israel, enquanto o Exército israelense prosseguia bombardeios na periferia sul de Beirute, reduto do grupo. Em Jerusalém, as tensões permanecem elevadas após as várias ações registradas ao longo da semana.
O conflito, que teve início em fevereiro com ações conjuntas dos EUA e Israel contra o Irã, continua sem sinal claro de trégua. Analistas destacam que a via marítima do Estreito de Ormuz permanece sob risco e que a volatilidade de preços de energia afeta economias globais.
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