- A União Europeia prepara medidas extraordinárias para a crise energética provocada pela guerra entre EUA/Israel e Irã, incluindo controle de temperatura, incentivo ao teletrabalho e possível racionamento de combustível.
- O estreito de Ormuz pode ser fechado, com ataques a infraestruturas no Golfo e impacto no fornecimento de gás natural liquefeito e petróleo para a Europa, elevando os preços.
- Itália: Air BP Italia informou a quatro aeroportos (Bolonha, Treviso, Veneza e Milão-Linate) sobre possível restrição no abastecimento de combustível para aeronaves, com prioridade para voos médicos e estatais e voos de mais de três horas.
- Eslovênia impôs limite de 50 litros diários de combustível para veículos privados e 200 para empresas e agricultores, para evitar escassez e repostagem transfronteiriça.
- A Comissão Europeia diz que, por enquanto, não há risco de suprimento, mas a alta de preços persiste; ministros de Energia da UE discutiram medidas de curto prazo para economizar combustível, incluindo reduzir limites de velocidade, incentivar transporte público, teletrabalho e ferrovias.
A União Europeia se prepara para uma possível crise de energia e de preços causada pela escalada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. A depender de desdobramentos, o bloqueio do estreito de Ormuz e ataques a infraestrutura no Golfo podem afetar o abastecimento de gás natural e petróleo. Medidas extraordinárias já são estudadas pela Comissão Europeia, com foco na redução do consumo e no uso de fontes renováveis.
A UE considera retomar ferramentas legais criadas após a invasão da Ucrânia para enfrentar choques de oferta. Entre as opções estão controle de temperatura em edifícios públicos, incentivo ao teletrabalho e, em caso extremo, racionamento de combustível e restrições de voos. A ideia é mitigar impactos sobre indústria e consumidores.
Segundo fontes da Comissão, o risco para o fornecimento ainda não é considerado iminente, mas a volatilidade dos mercados já elevou preços. O barril Brent apresentou alta expressiva, elevando custos para importação de combustíveis fósseis desde o início do conflito.
Paralelamente, Itália informou que a Air BP Italia pode restringir o abastecimento de combustível para aeronaves em quatro aeroportos devido a escassez de um operador-chave. Aeroportos de Bolonha, Treviso, Veneza e Milão-Linate teriam prioridade para voos médicos, estatais e de duração superior a três horas.
Eslovênia já adotou medidas emergenciais, impondo limites de consumo de combustível nos postos. Veículos privados ficariam com 50 litros diários e empresas com 200 litros, para evitar compras excessivas e repostagens transfronteiriças.
Em Bruxelas, ministros da Energia se reuniram para discutir planos de curto prazo orientados pela Agência Internacional de Energia. A Comissão propõe reduzir velocidade, fomentar transporte público e incentivar ferrovias, buscando reduzir consumo de combustível.
A situação reforça a vulnerabilidade energética europeia, mesmo com maior diversificação de fornecedores. Pesquisas indicam que países com maior participação de energias renováveis e nuclear tendem a sentir menos o impacto da subida do preço da energia.
Especialistas lembram que a crise pode afetar não apenas energia, mas fertilizantes e medicamentos. A incerteza geopolítica eleva o alerta para possíveis impactos na produção agrícola e no âmbito sanitário, caso haja interrupções no abastecimento de insumos.
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