- A Apple removeu o aplicativo Bitchat da App Store na China em fevereiro de 2026, atendendo a pedido da Cyberspace Administration of China, e suspendeu também o acesso beta pelo TestFlight.
- O CAC citou o Artigo 3 das Regulações de 2018, que exigem avaliação de segurança para serviços capazes de influenciar opinião pública ou mobilização social.
- Bitchat funciona apenas em redes mesh de Bluetooth Low Energy, sem depender da internet, com cada salto de até cem metros e sem servidores, contas ou números de telefone.
- Dispositivos já com o app na China continuam operando; não há necessidade de verificação de servidor após a instalação.
- A retirada aponta para o alcance da censura chinesa a camadas de comunicação que não usam a internet, sinalizando incremento da atuação regulatória em 2026.
Apple removeu o app Bitchat da App Store na China a pedido da CAC, citando violações de regulamentos de serviços. A medida também suspendeu o acesso beta via TestFlight, encerrando a distribuição oficial no país.
Dorsey informou a remoção em rede social, em 6 de abril de 2026. Pequenos usuários na China podem manter instalações existentes, mas não há checagem de servidor após o download.
O que é Bitchat: funciona apenas em redes mesh Bluetooth Low Energy, sem internet, repassando mensagens e dados de transação entre dispositivos a até 100 metros por salto.
A iniciativa chinesa não bloqueia acesso aos dispositivos já instalados, que continuam operando sem verificação de App Store. Não há dependência de Wi‑Fi nem de redes móveis.
A CAC amparou a ação em regulações de 2018, que exigem avaliação de segurança para serviços capazes de influenciar opinião pública. O app não utiliza infraestrutura chinesa de internet.
Contexto regulatório e funcionamento técnico
A avaliação de segurança é obrigatória para serviços com mobilização social ou opinião pública. Bitchat usa apenas Bluetooth para comunicação, sem servidores centrais, contas ou números de telefone.
A medida expõe limites do firewall offline frente a protocolos mesh. A Apple cumpre exigências locais, sinalizando que lojas digitais atuam como porta de conformidade regulatória.
Analistas apontam que a remoção foca a distribuição; sideloading permanece possível só para dispositivos já em mãos, dificultando novas instalações.
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