- O Papa León XIV denunciou a violência e a tirania do poder durante a Semana Santa, pedindo paz e solidariedade aos oprimidos.
- Em sua homilia no Domingo de Ramos, mostrou preocupação com a instrumentalização da fé e disse que Deus rejeita a guerra.
- Na missa da noite de quinta-feira, citou Bento XVI e ressaltou que Deus serve ao ser humano com gestos gratuitos, como lavar os pés.
- O Pontífice presidirá o Vía Crucis no Coliseu na sexta-feira santa, com meditações escritas por um frade de Terra Santa, sobre guerra e abusos do poder.
- Esta é a primeira vez em vinte anos que um papa carrega a cruz neste ritual no Coliseu, reafirmando a mensagem contra tirania e violência no mundo.
O Papa León XIV abriu a Semana Santa com mensagens de paz e crítica à instrumentalização da fé. Em suas primeiras celebrações, o pontífice norte-americano manteve tom sóbrio e não mencionou conflitos específicos, mas reiterou temas como solidariedade aos oprimidos, abuso de poder e busca pela paz.
Durante a homilia do Domingo de Ramos, o Papa ressaltou que Deus rejeita a guerra e que a fé não pode ser usada para justificar conflitos. Ele destacou que a oração não serve aos que promovem a violência, convidando à reflexão sobre o uso do sagrado para a paz.
Na Messa da noite de Quinta-Feira Santa, realizada na Basílica de San Juan de Letrán, o líder religioso criticou a prática de exigir de Deus resultados materiais, lembrando o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos, em vez de buscar vantagens.
Antes de lavar os pés de doze sacerdotes, o Pontífice enfatizou que a presença humana costuma exibir uma visão distorcida de poder. Segundo ele, a purificação não se limita à idolatria religiosa, mas também à forma como a humanidade percebe a autoridade.
Vía Crucis no Coliseo
A tarde de Sexta-Feira Santa marca a primeira participação do Papa no Vía Crucis no Coliseu, um gesto simbólico ligado à perseguição histórica dos cristãos. O texto das meditações aborda guerra, abusos de poder e outros desafios contemporâneos, sem citar pessoas ou países específicos.
A obra litúrgica deste ano ficou a cargo de um frade de Terra Santa, cuja reflexão será lida durante as estações. O Papa acompanha o roteiro, que alerta para o uso indevido do poder e a necessidade de enfrentar abusos históricos de autoridade.
Este é o primeiro ano completo de pontificado de León XIV, e ele assumiu pessoalmente a cruz durante o rito, segundo anunciou para meditar sobre as reflexões criadas para a ocasião. O texto enfatiza que Cristo continua a sofrer no mundo assim como os povos que enfrentam violência.
O comentário oficial não aponta nomes nem casos atuais, mas destaca uma condenação explícita à tirania e à guerra. Entre os temas, o material denuncia a tentação de quem detém poder de agir sem limites e lembra que toda autoridade deve prestar contas.
As catorze estações do Vía Crucis serão seguidas por uma oração pelas vítimas de guerras, genocídios e violações. Serão mencionados, de forma inclusiva, órfãos, migrantes e deslocados, conectando a solenidade a dramas humanitários em várias regiões.
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