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Navios do Japão, França e Omã cruzam o Estreito de Ormuz

Navios de Japão, França e Omã atravessam o Estreito de Ormuz, sinal de retomada do tráfego sob mediação de Omã e atenção dos mercados globais

FILE PHOTO: Cargo ships in the Gulf, near the Strait of Hormuz, as seen from northern Ras al-Khaimah, near the border with Oman’s Musandam governance, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in United Arab Emirates, March 11, 2026. REUTERS/Stringer//File Photo
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  • Navios japoneses, franceses e de Omã cruzaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira, sinalizando que a passagem de embarcações amigas permanece permitida pelo Irã.
  • O Irã inicialmente fechou o estreito, que liga a região a cerca de 20% do petróleo e do GNL globais, mas depois abriu para navios sem vínculos com EUA ou Israel.
  • Um navio de contêineres da CMA CGM, da França, transitou pelo estreito na quinta-feira, com o Sistema de Identificação Automática indicando “Proprietário França” ao entrar em águas iranianas.
  • Em Omã, o país atuou como mediador; navios de grande porte e um navio-tanque de GNL operado pela Oman Shipping Management também deixaram o Golfo na quinta-feira.
  • O Japão teve o Sohar LNG, coproprietário Mitsui O.S.K. Lines, atravessando o estreito — o primeiro navio vinculado ao Japão e o primeiro transportador de GNL a fazê-lo desde o início do conflito. Até sexta-feira, cerca de 45 navios japoneses estavam encalhados na região.

Navios japoneses, franceses e de Omã cruzaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira, 2, segundo dados de rastreamento de navegação. Três petroleiros operados por Omã, um porta-contêineres francês e um transportador de gás de propriedade japonesa fizeram a passagem, em meio à política do Irã de permitir tráfego de embarcações amigas.

O Irã tivera fechado o estreito após ataques aéreos no fim de fevereiro, que elevaram tensões regionais. O governo iraniano, no entanto, autorizou o trânsito de navios sem vínculos com EUA ou Israel, buscando retomar fluxos globais de petróleo e GNL.

Mercados de petróleo aguardam sinais de recuperação do tráfego. Ao longo das últimas semanas, várias embarcações conseguiram passar, mas com períodos de paralisação total. As informações são de dados de navegação consultados por fontes especializadas.

Movimentação de uma bandeira francesa e de Omã

Um navio de contêineres de propriedade da CMA CGM, da França, atravessou o Estreito na quinta-feira. O navio mudou o destino para Proprietário França no AIS, indicando a nacionalidade às autoridades iranianas.

Além disso, o país de Omã tem atuado como mediador, com críticas feitas ao lançamento de ataques durante negociações, que vinham ocorrendo antes dos novos atravessamentos. As autoridades omanenses destacam a importância do diálogo para a região.

Participação de Japão e outras bandeiras

A Mitsui O.S.K. Lines informou que o Sohar LNG, navio-tanque de GNL do qual é coproprietária, cruzou o Estreito, tornando-se o primeiro navio japonês a fazê-lo desde o início do conflito. O porta-voz não confirmou a data exata da passagem.

Outra embarcação ligada ao Japão, o Green Sanvi, também deixou o Golfo pelas águas iranianas. Além dessas, um navio-tanque de GLP e um transportador de gás muito grande com bandeira panamenha também seguiram a rota. Observa-se maior participação de navios com strings diversas de proprietários.

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