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Líder da junta militar birmanesa assume a presidência cinco anos após golpe

Min Aung Hlaing assume a presidência, consolidando o poder da junta militar e a continuidade da repressão à oposição

Min Aung Hlaing, que ha sido recién elegido presidente de Myanmar, en una imagen de archivo del mes de marzo.
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  • Min Aung Hlaing foi eleito 11.º presidente da Myanmar por um Parlamento controlado pelos militares, em votação realizada nesta sexta-feira, cinco anos após o golpe de Estado de 2021.
  • O general, de 69 anos, recebeu 429 votos dos 584 membros presentes; os outros dois candidatos vão para as vicepresidências.
  • O Parlamento, que não se reunia há cinco anos, foi estruturado para respaldar o poder militar, com oposição proibida e líderes presos ou na clandestinidade.
  • Hlaing deixou o cargo de comandante em chefe das Forças Armadas no início desta semana; o novo responsável pela defesa é Ye Win Oo, ligado à inteligência militar.
  • Analistas apontam que a mudança é de forma e não de conteúdo, com a junta mantendo a linha dura contra milícias pró-democracia e grupos étnicos armados.

Min Aung Hlaing, general que liderou o golpe de 2021 que encerrou a abertura política em Myanmar, foi eleito 11º presidente pelo Parlamento controlado pelos militares. A chapa recebeu 429 votos em 584, com outros dois candidatos indo para as vicepresidências.

O pleito, realizado em Câmara que não reunia há cinco anos, consolida o poder da Junta. A eleição ocorreu após eleições sem oposição real, com a oposição proibida e líderes presos ou na clandestinidade.

Min Aung Hlaing deixou o cargo de comandante em chefe das Forças Armadas, posição ocupada desde 2011. O objetivo declarado é projetar uma imagem de governo civil, mantendo, segundo analistas, a linha dura contra milícias e grupos étnicos armados.

Ye Win Oo, ex-chefe de inteligência militar, foi escolhido como novo comandante. Organizações de direitos humanos associam-no a centros de interrogatório e à detenção de Aung San Suu Kyi, líder civil presa desde o golpe.

Aloja-se na prática um regime que busca reconhecimento internacional para espairecer o isolamento. Myanmar enfrenta sanções de EUA e UE, dependendo deChina e Rússia para manter-se econômico, com cenário interno marcado por violência e repressão.

A crise remonta a 1º de fevereiro de 2021, quando o exército anulou as eleições de 2020, ganhas pela Liga Nacional para a Democracia. A ONU contabiliza milhares de mortes e dezenas de milhares de prisões desde então.

A premiê dissidente Suu Kyi permanece presa, com condenação de 33 anos em processos criticados por violações de garantias judiciais. Mais de 14 mil pessoas continuam detidas por motivos políticos, segundo organizações de direitos humanos.

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