- O gasto com defesa subiria para US$ 1,5 trilhão no orçamento de 2027, um aumento de 42% em relação a 2026, conforme proposta da Casa Branca.
- Outros programas governamentais teriam cortes de 10% no total, equivalentes a US$ 73 bilhões, com foco em reduzir o que descrevem como “programas woke, armados e desperdícios”.
- A proposta prevê cortes em áreas como o National Endowment for Democracy, além de redução de gastos no Internal Revenue Service e na Environmental Protection Agency; a NASA enfrentaria queda de 23% no financiamento.
- Também há recursos para uso militar na patrulha da fronteira entre EUA e México (quase US$ 1,5 bilhão) e implantação de guardas nacionais, incluindo US$ 605 milhões para a atual missão em Washington, DC.
- O documento abrange apenas a parte discricionária do orçamento; déficits e dívida total, bem como áreas de gastos obrigatórios, não são diretamente impactados pela proposta.
Entre as informações divulgadas, o orçamento aponta aumento expressivo para defesa em 2027, com cortes de 10% em outras áreas. O documento é uma base para negociações com o Congresso.
A proposta, elaborada pelo OMB, propõe elevar o gasto militar para 1,5 trilhão de dólares, alta de 42% frente 2026, para manter a superioridade tecnológica e ampliar a base industrial de defesa.
Não há menção direta ao financiamento da guerra com o Irã; o apoio pode vir por meio de reconciliação orçamentária que não exige votos democratas. Medidas de retenção de gastos atingem ministérios não relacionados à defesa.
Reações no Congresso
Democratas criticaram o documento, descrevendo-o como inadequado. O líder da minoria no Senado afirmou que a proposta não deve prosperar. A senadora Patty Murray chamou o texto de visão sombria e injustificada.
O texto também propõe cortar em áreas como ciência médica, IRS e EPA, além de reduzir o orçamento da Nasa em 23%. O financiamento para operações da guarda nacional e ações de fronteira aparece com valores relevantes.
A proposta prevê ainda recursos para uso militar na fronteira EUA-México, com quase 1,5 bilhão de dólares, e 216 milhões para despliegue da guarda nacional em respostas a incidentes. O DHS permanece em impasse.
Contexto orçamentário
O plano atinge apenas uma parcela do orçamento federal, correspondente a gastos discricionários. O restante, como seguridade social e Medicare, segue sem necessidade de aprovação anual.
A dívida nacional já supera 39 trilhões de dólares, com déficit estimado em 1,78 trilhão. A trajetória de gastos cresceu nas últimas décadas, acentuadamente durante gestões anteriores.
O governo justifica ajustes como parte de uma reestruturação, enquanto líderes democratas afirmam que cortes não prioritários prejudicam áreas vitais, como pesquisa médica e serviços civis.
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