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Cuba anuncia liberação de mais de 2.000 presos, maior em uma década

Maior indulto em uma década libera 2.010 presos, em meio a negociações com os EUA e à crise econômica que aflige a ilha

Varios presos liberados este viernes en Guanabo.
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  • Cuba anunciou a libertação de 2.010 presos, o maior indulto em uma década.
  • o governo classifica a medida como gesto “humanitário e soberano” e não detalha identidades, citando apenas que entre os liberados há jovens, mulheres, pessoas com mais de 60 anos, estrangeiros e cubanos no exterior próximos de cumprir as condenas.
  • os primeiros beneficiados já começaram a deixar uma prisão em havana nesta sexta-feira.
  • o indulto ocorre em meio a negociações entre cuba e washington e após sinalização de flexibilização na política de sanções, incluindo o recebimento de petróleo russo por cuba.
  • a onu já condena repressão em cuba; o governo afirma ter indultado 9.905 reclusos desde 2010 e não ficou claro se presos de protestos de 2021 estão entre os beneficiados.

Cuba anunciou nesta quinta-feira a libertação de 2.010 presos, maior indulto em uma década. O governo descreve a medida como gesto humanitário e soberano, sem detalhar a identidade dos libertados nem se incluem presos políticos. Beneficiários incluem jovens, mulheres, pessoas acima de 60 anos, estrangeiros e cubanos no exterior.

A decisão ocorre no contexto de pressões dos EUA e de negociações entre Havana e Washington. A liberação chega pouco depois de passos de flexibilização econômica e de ações para amenizar a crise de abastecimento no país.

Segundo o regime, os primeiros libertados já deixaram unidades prisionais em Havana. O anúncio foi publicado no diário oficial Granma, sem revelar números por grupo nem condições específicas.

Contexto internacional e econômico

A medida ocorre em meio a negociações entre Cuba e EUA, com visões ambíguas sobre mudanças políticas. O governo cubano afirma manter o sistema político, sem ceder a propostas de reformulação formal.

Recentemente, houve outros gestos, incluindo a libertação de 51 presos com mediação do Vaticano e abertura econômica para cubanos no exterior. Tais ações ocorrem em meio a críticas por violações de direitos humanos.

Nomes de dirigentes cubanos não foram citados, e não há confirmação sobre a inclusão de presos de protestos de 2021. Observadores ressaltam que a ampla libertação tenta sinalizar abertura diante de pressões externas.

Reação e panorama externo

A comunidade internacional continua a monitorar a situação de direitos humanos em Cuba. Organizações indicam um elevado número de detenções arbitrárias, enquanto o governo cubano afirma ter indeferido acusações de repressão sistemática.

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