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Universidades belgas concedem título de honra a Francesca Albanese diante protestos judaicos

Três universidades flamencas concedem doutoramento honoris causa conjunto a Francesca Albanese, apesar de protestos da comunidade judaica e críticas a Israel

La la relatora especial de la ONU para los territorios palestinos, Francesca Albanese, el pasado 24 de marzo en Ginebra (Suiza).
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  • As três principais universidades flamencas da Bélgica concederam, pela primeira vez de forma conjunta, um doutoramento honorário a Francesca Albanese, relatora da ONU para os territórios palestinos, em Amberes.
  • O ato ocorreu nesta quinta-feira, apesar de protestos da comunidade judaica e de críticas de parte da academia. Albanese é sancionada pelos Estados Unidos.
  • Em discurso, Albanese afirmou que o que vê como “Estado de apartheid” de Israel contra os palestinos é “genocídio” e que isso coloca à prova o direito internacional.
  • Os reitores defenderam a decisão como uma defesa do direito internacional e dos direitos humanos, não contra a comunidade judaica ou Israel, enfatizando a importância de valores universais.
  • Houve resistência de alguns docentes e membros da comunidade acadêmica, com alguns professores renunciando ou se distanciando, mas as autoridades universitárias mantiveram o reconhecimento.

As três principais universidades flamencas da Bélgica concederam conjuntamente o doutorado honorário a Francesca Albanese, relatora da ONU para os territórios palestinos. O ato ocorreu nesta quinta-feira em Amberes, apesar de protestos da comunidade judaica local. Albanese, que vive sob sanções dos EUA, defendeu posições sobre Israel e Gaza durante a cerimônia.

A relatora afirmou que o que chama de Estado de apartheid de Israel e de genocídio contra os palestinos colocam o direito internacional à prova. Ela destacou que o atual cenário exige reflexão sobre a universalidade dos direitos humanos e a responsabilidade de defender normas internacionais.

As universidades de Amberes, Gante e a Livre de Bruxelas decidiram conceder o título, uma iniciativa inédita em conjunto. Desde a divulgação da decisão, houve críticas e pressão de setores da comunidade judaica, com relatos de protestos e de desligamento de alguns docentes.

Os reitores defenderam que a decisão não visa a confrontar comunidades ou organizações, mas reforçar a importância do direito internacional e dos direitos humanos. Eles lembraram que a honra não tem finalidade de apoiar ações específicas de governos.

Durante o ato, o reitor da Universidade de Amberes enfatizou que tratados internacionais devem ser valorizados e que a resistência a violações de direitos humanos é essencial. A reitora da Universidade de Gante reforçou a ideia de que o direito internacional não pode ser apenas um ideal.

Albanese agradeceu o reconhecimento, mas disse ficar surpresa pela necessidade de uma justificativa pública. Ela ressaltou que a defesa dos direitos humanos não deveria gerar ameaça àqueles que criticam políticas de ocupação ou opressão.

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