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Austrália não elevará preços de medicamentos após tarifa de 100% dos EUA

Austrália mantém proteção de preços da PBS e não negocia sua remoção, mesmo diante tarifa de 100% dos EUA sobre fármacos importados

The health minister, Mark Butler, says the Australian government will not succumb to pressure to lift drug prices after Donald Trump’s new drug tariff.
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  • Austrália afirma que não vai flexibilizar proteções de preço de medicamentos, mantendo o PBS (Programa de Benefícios Farmacêuticos) intacto.
  • O ministro da Saúde, Mark Butler, disse que o governo não está negociando a remoção de proteções de preço para remédios comuns.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma tarifa de 100% sobre medicamentos brandidos importados, buscando acordos de preços ou fabricação local.
  • Grandes empresas têm 120 dias, e empresas menores 180 dias, para apresentar planos que evitem a nova tarifa.
  • A CSL, maior exportadora australiana, produz plasma e deve receber isenções; a Austrália exporta cerca de US$ 2 bilhões em medicamentos para os EUA por ano.

Australia afirma que não vai recuar diante de pressões para retirar proteções de preço de medicamentos

O Ministério da Saúde informou que o governo federal não negociará a remoção das proteções ao preço de medicamentos de uso comum no país. A declaração ocorre após Donald Trump anunciar uma tarifa de 100% sobre fármacos patenteados importados pelos EUA, numa tentativa de pressionar fabricantes a aceitar acordos de precificação ou a deslocar a produção para o território norte-americano.

A medida estadunidense foi anunciada após ordem executiva que estabelece prazos para as empresas apresentarem planos de ajuste. Grandes fabricantes terão 120 dias e empresas menores 180 dias para divulgar estratégias de conformidade. Há expectativa de redução de 20% da tarifa para produtores que migrarem parte da produção para os EUA, com exceções previstas para acordos de preços preferenciais.

Impactos e contexto

A Austrália mantém exportações anuais de farmacêuticos para os EUA estimadas em cerca de US$ 2 bilhões, com a CSL respondendo por grande parte das remessas, incluindo produtos de plasma sanguíneo. A CSL inaugurou recentemente uma nova instalação de fabricação no Illinois.

O governo australiano indicou que continuará estudando o movimento tariffário, mas não sinalizou abertura para reduzir o preço de medicamentos domésticos. A ministra das Comunicações, Anika Wells, afirmou que o Pharmaceutical Benefits Scheme (PBS) australiano não está à venda e continuará a manter a qualidade e o custo acessível dos fármacos.

Reações políticas e setoriais

Líder da oposição comentou que o governo deve buscar isenções para exportadores australianos, destacando a importância de preservar as condições do PBS. A preocupação central é evitar impactos sobre exportadores com operações significativas nos EUA e preservar empregos no setor.

Especialistas destacam que a tariffação pode fortalecer negociações sobre o PBM americano, mas não alteraria imediatamente o perfil de preços no mercado australiano. No momento, não há anúncio oficial de mudanças no PBS por parte do governo australiano.

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