- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou estar “absolutamente” considerando a retirada dos EUA da Otan, dizendo que a questão é “sem reconsideração”.
- A ameaça surge após aliados da Otan se recusarem a participar da ofensiva EUA-Israel contra o Irã, aprofundando a crise na aliança.
- Analistas apontam que a saída formal é juridicamente complexa; o NDAA de 2024 impede retirada unilateral sem aprovação do Congresso.
- A situação já gerou desconfiança entre países europeus sobre a defesa coletiva dos EUA e a confiabilidade da aliança.
- Líderes europeus, incluindo o primeiro-ministro britânico, tentam manter a coesão da Otan, enquanto Washington reavalia o papel da aliança.
Donald Trump afirmou que está absolutamente considerando a retirada dos EUA da Otan, em meio a críticas de longa data à aliança. A declaração ocorreu após aliados apoiarem a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã, que começou no fim de fevereiro.
O presidente disse à Reuters que o tema está sem possibilidade de reconsideração e que não foi influenciado pela Otan. Ele indicou que vai abordar o assunto em um pronunciamento à nação, com tom de indignação em relação à aliança.
Analistas destacam que uma saída formal seria complexa do ponto de vista constitucional. Para a Otan, o clima de desconfiança é considerado o pior desde a criação da aliança, em 1949, o que já compromete a confiança entre os membros.
Desde o início da operação contra o Irã, no fim de fevereiro, nenhum país europeu decidiu participar da ofensiva; alguns membros restringiram direitos de sobrevoo e uso de bases em território nacional. A postura dos aliados aumentou a tensão com Washington.
Enquanto Trump pressiona aliados a se alinharem ao conflito, críticos apontam que a retirada poderia gerar crise constitucional e alterar compromissos de defesa mútua. O NDAA de 2024 proíbe a retirada sem aprovação do Congresso.
Especialistas avaliam que, independentemente de ações formais, a influência de Washington sobre a Otan já sofre abalos, com a confiança europeia abalada para futuros conflitos. O debate pode se estender além do governo atual.
Além disso, o quadro geopolítico envolve respostas de líderes europeus. O premier britânico, Keir Starmer, declarou que a Otan continua sendo uma aliança efetiva, apesar das críticas transnacionais. O tema deve permanecer em evidência.
Diante do impasse, analistas destacam a necessidade de um novo arcabouço de segurança para a região, caso a Otan perca coesão. A expectativa é de que pautas de defesa e cooperação avancem sem depender exclusivamente da aliança atual.
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