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Tragédia humana, Leqaa Kordia: prisão da ICE ecoa vida na Palestina ocupada

Palestina Leqaa Kordia, libertada após um ano em centro de detenção no Texas, afirma que o Serviço de Imigração e Alfândega reproduz a opressão vivida na Palestina

Leqaa Kordia.
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  • Leqaa Kordia, palestina, foi liberada após um ano em centro de detenção de imigração no Texas (Prairieland, Alvarado) e relata semelhanças entre ICE e a ocupação israelense.
  • Ela foi presa durante protesto pró-Palestina em frente à Universidade de Columbia, em abril de dois mil e vinte e quatro; as acusações foram retiradas no dia seguinte.
  • Sua libertação ocorreu após pressão de legisladores e organizações de direitos humanos e veio depois de uma hospitalização, em fevereiro, devido a uma convulsão durante a detenção.
  • Kordia vive nos Estados Unidos há quase uma década, tem autorização de residência pendente via mãe cidadã norte‑americana e não possui antecedentes criminais.
  • Ela descreve condições da detenção como degradantes, destacando frio, alimentação inadequada, necessidades médicas negligenciadas e interrupção frequente de audiências, comparando a experiência ao que vivia na Palestina.

Leqaa Kordia, palestina que esteve isolada em uma prisão de imigração no Texas por um ano, foi liberada no mês passado. Em entrevista exclusiva ao Guardian, ela afirma ver semelhanças entre o tratamento de migrantes na ICE e a vida sob ocupação israelense, e diz que denunciar a detenção nos EUA passa a ser parte de sua missão.

A detenção ocorreu após a participação de Kordia em um protesto pró-Palestina em abril de 2024, em frente à Universidade Columbia, quando foi presa junto com outras dezenas de manifestantes. As acusações foram retiradas no dia seguinte. Ela morava nos EUA há quase uma década, sem histórico criminal, e aguardava uma possível certidão de residência permanente por meio de sua mãe cidadã americana.

Kordia descreve o que viveu na Prairieland Detention Center, em Alvarado, como marcante. Ela ficou meses em dormitórios superlotados, com colchões finos e restrições a direitos religiosos,医疗 e água. Relata isolamento, dietas inadequadas e dificuldades para acessar serviços de saúde, que culminaram em sua hospitalização por uma convulsão em fevereiro.

A escritora de origem palestina também releva que a rotina no centro incluía humilhações e descrições de vigilância constante. Ela compara as experiências com memórias de infância na Palestina, onde crianças conviviam com boatos de violência, períodos de toque de recolher e riscos diários. Segundo ela, as semelhanças vão além do estigma, tocando na dignidade humana e no tratamento de mulheres detidas.

Kordia afirma ter construído laços entre as detidas, independentemente de idioma, ajudando umas às outras com informações de familiares e apoio diário. Hoje, após a liberação por decisão de um juiz de imigração – que a considerou não ameaça e determinou uma fiança – ela diz que continua avaliando o caminho de vida nos EUA. A imissão de deportação permanece pendente, com o governo mantendo a busca pela remoção.

A jovem também destaca que, apesar do trauma, a experiência reforçou seu compromisso de falar sobre a situação de palestinas e palestinos. Ela planeja ampliar a rede de apoio àqueles que deixaram a região, incluindo familiares que residem nos EUA, sob uma nova perspectiva de comunidade ampliada.

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