- O Departamento do Tesouro dos EUA retirou Delcy Rodríguez da lista SDN, eliminando seu status de sancionada principal.
- A remoção permite que empresas e pessoas físicas conduzam negócios e tenham contas no território americano, com bloqueio de ativos suspenso.
- A decisão abre caminho para que Rodríguez possa viajar aos Estados Unidos e se reunir com o presidente Donald Trump.
- A medida ocorre em meio a esforços para reatualizar relações entre EUA e Venezuela, com avanços para retomar investimentos e o mercado petrolífero.
- O Tesouro já havia autorizado operações de companhias, incluindo a espanhola Repsol, para atuar na Venezuela, incentivando investimentos.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos removeu Delcy Rodríguez, atual presidenta interina da Venezuela, da lista SDN (Nationalos Especialmente Designados) mantida pelo governo americano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira e já consta no site da OFAC, braço sancionador do Tesouro.
A retirada da líder venezuelana da lista implica o fim do bloqueio de ativos financeiros sob jurisdição dos EUA e a proibição de transações com pessoas listadas. Com a remoção, Delcy Rodríguez passa a ter tráfego financeiro autorizado e pode abrir contas ou movimentar ativos, conforme regras norte-americanas.
Contexto e implicações
A ação ocorre num momento de aproximação entre Washington e Caracas. A administração de Donald Trump pode facilitar viagens para os EUA e encontros oficiais, incluindo possíveis reuniões com o presidente, em meio a relatos de boa relação entre as autoridades.
Segundo a reportagem, desde uma operação militar recente que prendeu o ex-presidente Nicolás Maduro em Nova York, Assadadas as autoridades venezuelanas tentam restabelecer laços econômicos com investidores estrangeiros. A liderança atual sustenta que as reformas visam criar um ambiente estável para investimentos.
As autoridades dos EUA vêm permitindo, gradualmente, que empresas internacionais retomem operações na Venezuela. Nos últimos dias, o Tesouro autorizou atividades de companhias energéticas, incluindo empresas europeias, para atuar no país caribenho.
A presidente interina tem promovido encontros com empresários e investidores, destacando garantias jurídicas e segurança para retornos de capitais. Em pronunciamento remoto, ela ressaltou que o país busca atrair investimentos sem depender de mudanças políticas, fortalecendo setores como energia, construção e manufatura.
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