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Líderes polonês e irlandês condenam laços do ministro húngaro com a Rússia

Polônia e Irlanda condenam áudio vazado que mostra ministro húngaro oferecendo ajuda a Lavrov para alterar sanções da UE, dias antes da eleição

Poland's prime minister, Donald Tusk, and Ireland's prime minister, Micheál Martin, had a bilateral meeting in Warsaw, Poland on 31 March 2026.
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  • Líderes da Polônia e da Irlanda chamaram as ações do governo húngaro de repulsivas e sinistras após áudio vazado indicar que o ministro das Relações Exteriores da Hungria falava a favor de alterar a lista de sanções da UE.
  • O material mostra Péter Szijjártó supostamente dizendo a Serguei Lavrov que está à sua disposição e oferecendo ajuda para sanções da UE que atingem a Rússia.
  • A investigação, publicada pelo The Insider, com apoio de outros veículos, baseia-se em gravações de conversas entre Szijjártó e Lavrov.
  • Reações da UE foram rápidas: o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, chamou o áudio de desalentador; o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, disse que é um desenvolvimento sinistro; a chefe da diplomacia europeia, Bára Kada, ressaltou que ministros devem trabalhar pela Europa, não pela Rússia.
  • Szijjártó não negou as conversas, afirmou que as gravações foram interceptadas e criticou a divulgação pouco antes das eleições parlamentares na Hungria, em meio a críticas ao governo de Viktor Orbán.

Polônia e Irlanda reagiram nesta semana a um áudio vazado que supostamente registra o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, conversando com o chanceler russo, Sergei Lavrov. Segundo as gravações, ele teria se colocado à disposição de Moscou e sinalizado apoio a mudanças nas sanções da União Europeia contra a Rússia.

A divulgação foi feita por The Insider, em parceria com veículos regionais como VSquare, Delfi, FrontStory e o Investigative Center de Ján Kuciak. O material começou a circular pouco antes das eleições na Hungria, em que o premiê Viktor Orbán disputa uma das mais difíceis campanhas de seu governo de 16 anos.

Donald Tusk, primeiramente ministro da Polônia, classificou o áudio como desalentador e destacou a suposta dependência de Budapeste em relação a Moscou. O líder polonês mencionou que as gravações expõem uma relação considerada inaceitável pelo bloco europeu.

Micheál Martin, primeiro-ministro da Irlanda, afirmou que a investigação confirma suspeitas antigas sobre as relações entre a Hungria e a Rússia e descreveu o conteúdo como preocupante. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, reforçou a necessidade de atuação europeia centrada no interesse do bloco.

Szijjártó não negou a existência das conversas com Lavrov, mas afirmou que as ligações foram interceptadas. Em vídeo nas redes sociais, disse que as comunicações foram obtidas por serviços de inteligência estrangeiros e que a divulgação ocorre a poucos dias das eleições parlamentares na Hungria.

O episódio ocorre em meio a críticas a Orbán e ao seu partido Fidesz por supostas ameaças à democracia e à liberdade de imprensa. A apuração ocorre em contexto de debate internacional sobre o apoio de Budapeste à Rússia desde a invasão da Ucrânia.

O resultado das próximas eleições na Hungria é observado de perto pela União Europeia, com impacto potencial sobre políticas de defesa, sanções e alinhamento geopolítico dentro do bloco. As informações têm como base o material divulgado pelos veículos mencionados e não representam opiniões do relatório oficial.

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