- França e Itália se juntaram à Espanha para repelir operações militares norte-americanas e de Israel contra o Irã, em meio a tensões com Washington.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, passou a criticar aliados da Otan na Europa, chamando-os de inúteis pela falta de apoio ao conflito no Irã.
- França não permitiu que aviões israelenses usassem seu espaço aéreo para transportar armas norte-americanas destinadas ao Irã, comunicação que revelou que ocorreu no fim de semana anterior.
- Itália negou autorização para aeronaves militares dos EUA pousarem na base de Sigonella, na Sicília, antes de seguirem ao Oriente Médio, por não ter sido consultada e por falta de solicitação formal.
- Espanha informou que fechou seu espaço aéreo para aviões dos EUA envolvidos nos ataques ao Irã, mantendo as bases apenas para defesa coletiva da Otan, desde o início da guerra em 28 de fevereiro.
França e Itália passaram a alinhar-se com a Espanha para frear ações militares israelenses e norte-americanas na região. A troca de posições ocorreu em meio a tensões entre Washington e parceiros europeus sobre a guerra no Irã. O clima é de crescente fragmentação na Otan.
Na França, relatos indicam que o governo impediu o overflight de aeronaves israelenses, que transportavam armamentos dos EUA destinados ao conflito com o Irã. A recusa teria ocorrido durante o fim de semana, sem comentário oficial até o momento.
Na Itália, a decisão foi de negar autorização para pousos de aeronaves militares dos EUA na base de Sigonella, na Sicília. Segundo o *Corriere della Sera*, bombardeiros norte-americanos pretendiam seguir para o Oriente Médio, hipótese rejeitada por falta de pedido formal e consulta à liderança italiana.
Na Espanha, o governo confirmou o fechamento do espaço aéreo a aviões dos EUA envolvidos nos ataques ao Irã. O primeiro-ministro Pedro Sánchez tem se destacado entre as críticas aos ataques. A defesa espanhola ressaltou que o uso de bases do país fica condicionado à defesa coletiva da OTAN.
As medidas refletem divergências entre aliados da Otan sobre a participação na escalada regional. A Espanha já havia sinalizado que permitiria bases apenas em conformidade com acordos de defesa, mantendo a posição de não endossar operações sem consulta prévia.
Fontes próximas aos governos mencionam que as decisões não foram acompanhadas de comunicados oficiais detalhados. A Reuters e o Corriere della Sera foram às primeiras a reportar os diferentes posicionamentos no fim de semana e na semana seguinte.
Reportagem adicional de Giselda Vagnoni (Roma) e Charlie Devereux e Emma Pinedo (Madri) acompanha o contexto político e militar da região.
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