- A curto prazo, Putin é o principal beneficiário da guerra envolvendo Irã, com ganhos para a Rússia enquanto os EUA deslocam recursos militares para o Oriente Médio.
- O aumento dos preços do petróleo e de fertilizantes eleva as receitas da Rússia, além de sanções parcialmente suspensas ajudarem o uso de energia como ferramenta econômica.
- Os Estados Unidos gastaram grandes somas para repor arsenais usados no conflito, com efeito indireto sobre o equilíbrio militar na região.
- Zelenski afirma que adiamentos de negociações de paz ocorrem por foco na guerra em Irã e pela redução da atenção global à Ucrânia.
- Especialistas veem possível realinhamento estratégico entre Putin e Trump, com impactos para a OTAN e para a geopolítica europeia e regional.
Numa leitura de curto prazo, o principal beneficiário da guerra ligada ao Irã é o Kremlin. Analistas divergentes apontam que não há garantias de vitória para qualquer lado, mas Putin surge como quem recolhe os frutos mais rapidamente. O conflito desloca recursos militares para o Oriente Médio, afastando-os de outras regiões.
O fortalecimento financeiro de Moscou ocorre pela alta dos preços do petróleo e dos fertilizantes, combinada com o relaxamento parcial de sanções. O governo russo ganha com o repasse de custos de energia, enquanto Estados Unidos deslocam equipamentos bélicos para a região para conter o avanço de rivais.
Israel aparece como caso à parte, com o primeiro-ministro Netanyahu atuando em ações militares contra o Irã. Economistas e analistas divergem sobre se tais ações trarão ganhos políticos para o governo de Israel, diante de pressões internas por soluções de longo prazo.
Zelenski expressa descontentamento com o ritmo das negociações de paz, acusando a atenção internacional de se concentrar mais no Irã do que na Ucrânia. Há relatos de pressão de Washington para incluir Donbás em acordos, o que, segundo críticos, poderia reduzir espaço para negociações futuras.
Com o prolongamento do conflito, Ucrânia pode sofrer maior desvio de recursos, além de menor atenção diplomática e reforço de alianças estratégicas entre Rússia, Irã, Coreia do Norte e China. A situação aumenta a complexidade para a cooperação europeia e para a OTAN.
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