- O papa Leão 14 afirmou que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras, dizendo que suas mãos estão cheias de sangue.
- O discurso ocorreu na Praça de São Pedro, neste Domingo de Ramos, diante de dezenas de milhares de católicos.
- Ele classificou o conflito com o Irã como atroz e pediu cessar-fogo imediato.
- Leão 14 ressaltou que Jesus não se armou nem lutou em guerras e mostrou a face gentil de Deus.
- O pontífice lamentou que cristãos no Oriente Médio estejam sofrendo as consequências do conflito e possam não celebrar a Páscoa.
O papa Leão 14 afirmou neste Domingo de Ramos que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras, com as mãos cheias de sangue. A declaração foi proferida durante uma missa para dezenas de milhares de fiéis na Praça de São Pedro, em Roma, em meio ao conflito entre forças ocidentais e o Irã, que entra no segundo mês.
O pontífice classificou o conflito como brutal e ressaltou que Jesus não pode ser usado para justificar qualquer guerra. A referência central foi a imagem de Jesus como Rei da Paz, que rejeita a violência e não se envolve em combates. O discurso reforçou que as orações dos que promovem guerras não alcançam o divino, segundo a leitura citada por Leão 14.
O líder religioso não citou nomes de líderes mundiais, mas intensificou críticas à guerra contra o Irã nas últimas semanas. Em apelo final da celebração, o papa lamentou que cristãos no Oriente Médio enfrentem as consequências do conflito e temam não poder celebrar a Páscoa. O chamado dele é por cessar-fogo imediato.
Contexto internacional
Autoridades dos EUA associaram o discurso a um tom de condenação às hostilidades. Na semana anterior, relatos indicaram que ataques passaram a ser justificáveis por alguns setores, em articulações que envolvem aliados de Israel. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, conduziu cultos religiosos no Pentágono e pediu ação enérgica contra aqueles considerados responsáveis pela violência.
Durante a homilia, Leão 14 citou uma passagem bíblica em que Jesus, prestes a ser preso, reprova a violência de um seguidor ao golpear quem os prendia. O pontífice ressaltou que Jesus não se armou nem lutou em guerras, tendo mostrado a face misericordiosa de Deus ao permitir a crucificação. O recado enfatiza a rejeição à violência como princípio central da mensagem cristã.
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