- CPAC em Grapevine, no Texas, foi marcado pela ausência de Donald Trump, com o debate sobre a guerra com o Irã dominando o evento e dividindo apoiadores sobre o caminho da movement Maga.
- Erik Prince advertiu que, se houver incursão, podem surgir imagens de navios americanos em chamas e disse que o público não estaria preparado para isso.
- Ric Grenell elogiou a “sabedoria” de Trump em entrar na guerra, afirmando que, em alguns meses, a ameaça iraniana poderá estar resolvida.
- Matt Gaetz afirmou que prefere usar todas as ferramentas diplomáticas, mas alertou que uma invasão terrestre pode deixar o país mais pobre e inseguro.
- Entre apoiadores, há remensão entre jovens, preocupados com possível serviço militar e aumento de preços, enquanto parte da base ainda apoia ações mais agressivas contra o Irã.
O CPAC realizado em Grapevine, no interior do Texas, entrou na agenda sem a presença de Donald Trump. O evento ocorreu na semana passada, em meio a discussões sobre a possibilidade de uma intervenção terrestre no Irã e ao desgaste político associado.
Com o tema central da guerra no Irã, figuras MAGA participaram de debates sobre o rumo do movimento. Erik Prince, ex-CE0 da Blackwater, afirmou considerar um ataque arriscado e sugeriu que a invasão geraria imagens de conflitos futuros. Jason Redman, ex-SEAL, reforçou a necessidade de cautela para evitar consequências futuras.
Ric Grenell, ex-diplomata da administração Trump, elogiou a decisão de abrir caminho para a ação, afirmando que, no futuro, a decisão pode ser vista com percepção positiva. Em contrapartida, o ex-deputado Matt Gaetz criticou o custo de uma invasão, apontando prejuízos à segurança e à economia.
A ausência de Trump no palco central deixou a decisão final com o público da conferência. Steve Bannon, ex-assessor, pediu união entre os apoiadores e apoio contínuo ao projeto MAGA, independentemente das ausências de alguns líderes.
Na pauta da edição, estavam também o impacto político e econômico da guerra, com pesquisas de opinião destacando queda na popularidade do presidente e alta nos preços de combustíveis. O tema polarizou opiniões entre internautas e votantes.
Debates e reações entre apoiadores
Dentro do salão, simpatizantes de Reza Pahlavi marcaram presença e apoiaram uma linha mais firme contra o regime iraniano. Em contrapartida, jovens presentes manifestaram receio de um conflito prolongado e custos para a economia norte-americana.
Entre os apoiadores mais velhos, a defesa de ações fortes recebeu ecos de esperança, com alguns acreditando que o conflito pode redefinir a influência regional dos Estados Unidos. Outros adolescentes mostraram ceticismo quanto à ideia de uma guerra prolongada.
Ao final, a cobertura mostrou uma plateia dividida entre apoiar uma intervenção e desejar a contenção do confronto. A cobertura do evento reforçou o ceticismo sobre o desfecho político no curto prazo.
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