- Kristi Noem foi substituída por Markwayne Mullin como secretária de Segurança Interna, e Gregory Bovino foi rebaixado, sinalizando mudança de tom, mesmo com prisões contínuas.
- As deportações continuam em ritmo alto, com ações de interior reforçadas e estimativa de 230 mil removidos dentro dos EUA, segundo análise do New York Times.
- A abordagem mudou: menos operações ostensivas em cidades-berço e maior foco em ações com mandados judiciais, mantendo a agenda de endurecimento de imigração.
- O novo secretário Mullin, ao ser sabatinado, disse que exigiria mandado judicial para entrar em casas e sinalizou disposição de trabalhar com cidades-santuário; Tom Homan assume papel de linha dura.
- O sistema enfrenta atraso de aproximadamente quatro milhões de casos na fila de imigração, e o governo demitiu cerca de cem juízes de imigração no ano anterior para suprir lacunas.
Donald Trump ajustou a estratégia de deportação após queda de popularidade, alterando o tom e a composição de lideranças no aparato migratório dos EUA. A mudança ocorreu após críticas crescentes à condução das operações e aos impactos sobre comunidades.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, deixou o cargo, sendo substituída por Markwayne Mullin. Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteiras, foi recuado de posição e está prestes a se aposentar. Tom Homan assumiu o papel de autoridade de fronteira, com Mullin à frente do DHS.
As ações de fiscalização seguiram com prisões diárias ainda altas, mesmo com a mudança de liderança. Arremedos de grandes operações em cidades azul prometeram controle, mas houve recuos táticos e maior abertura para diálogo com autoridades locais.
A nova abordagem incluiu a promessa de exigência de mandado judicial para ingressar em residências, segundo Mullin durante a sabatina de confirmação. Homan sinalizou disposição para trabalhar com cidades que adotam políticas de abrigo a imigrantes.
Ainda assim, o ritmo de detenções permanece elevado. Segundo dados da imprensa, o país registra média diária de prisões compatível com uma ofensiva de grande escala. A ICE ampliou o efetivo desde 2024, mantendo a operação interna como prioridade.
Analistas indicam que, apesar da troca de comando, a estratégia continua focada em coibir a presença de imigrantes indiscriminadamente, mantendo pressão sobre quem esteja no país sem autorização. O objetivo é ampliar detenções e devoluções dentro do território.
Especialistas ressaltam a complexidade logística, com uma fila de quase 4 milhões de casos pendentes nos tribunais de imigração. A administração tem investido em capacidade de detenção para sustentar a política, mesmo diante de questionamentos legais e sociais.
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