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BBC Árabe defendida como única voz na região por perspectiva israelense

Fiona Crack defende BBC Arabic como voz independente que traz a perspectiva israelense a quase 40 milhões na região, diante de críticas e reformas

Fiona Crack: ‘Where there have been mistakes, we have said there have been mistakes.’
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  • Fiona Crack, diretora da BBC World Service, defende a BBC Arabic como voz independente na região, cobrindo a “perspectiva israelense” e afirmando que o serviço aborda pautas ignoradas pela mídia estatal do Golfo.
  • O serviço enfrenta críticas por seleção de cobertura e por convidados com mensagens antissemitas; houve até pedidos para o encerramento do canal.
  • Crack afirma que a BBC pediu desculpas por erros e tomou medidas para corrigi-los, ressaltando que, sem a BBC Arabic, o mundo árabe perderia uma das poucas vozes independentes que chegam a quase 40 milhões de pessoas por semana.
  • Ela afirmou que, no início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o serviço reportou incidentes graves ignorados por outros veículos, com dupla checagem das informações.
  • A BBC Arabic está passando por ajustes editoriais há dezoito meses, com maior checagem de contribuintes e supervisão de um novo executivo de qualidade editorial em árabe, em resposta a críticas recebidas no Reino Unido.

A BBC Arabic mantém a posição de transmitir a chamada “perspectiva israelense” na região, defenderam executivos da emissora. Fiona Crack, diretora do BBC World Service, afirmou que a plataforma busca pautas ignoradas pelos grandes veículos de mídia estatais do Golfo e que já houve desculpas por erros cometidos.

Crack ressaltou que, sem o serviço, o mundo árabe perderia uma das poucas vozes independentes que alcançam quase 40 milhões de pessoas por semana. Ela citou a guerra em Gaza como exemplo de cobertura que, na avaliação dela, levou em conta a perspectiva israelense.

A executiva reconheceu críticas ao conteúdo e à seleção de convidados, dizendo que houve falhas analisadas pela organização. Segundo ela, houve mudanças internas para fortalecer supervisão de editores e a verificação de contribuidores, com a contratação de um executivo de qualidade editorial que fala árabe.

Contexto e desdobramentos

Crack afirmou que, no início do conflito entre EUA, Israel e Irã, a BBC Arabic reportou incidentes relevantes que teriam sido ignorados por outros veículos. Ela citou incêndio em refinaria na Arábia Saudita e queda de aeronaves como exemplos de cobertura dupla checada pela BBC.

A executiva apontou que muitos países da região ocupam posições baixas em rankings de liberdade de imprensa, segundo a Repórteres Sem Fronteiras. Entre 180 países, Sérvia não é citada; veja-se Syr, Afeganistão e Emirados. O alerta reforça o papel da BBC Arabic como veículo público em um cenário de restrições midiáticas.

Crack destacou que as críticas ao serviço surgiram também em memorando encaminhado à diretoria da BBC, em que se mencionaram contribuidores com conteúdo abusivo contra judeus. Ela afirmou que medidas já foram tomadas e que mais mudanças estão em curso.

A diretora do World Service disse que a imprensa pública mundial enfrenta ameaças e ressaltou a singularidade da BBC Arabic na região. Ao defender a missão do serviço, destacou o alcance e o papel informativo que ele desempenha para o público árabe.

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