- O Pentágono avalia a possibilidade de desviar armas originalmente destinadas à Ucrânia para o Oriente Médio; decisão ainda não foi tomada, e os projéteis podem incluir mísseis interceptores de defesa aérea comprados via iniciativa da Otan.
- A Otan informou que, até o momento, as armas pagas por aliados por meio da Prioritised Ukraine Requirements List (PURL) foram entregues ou continuam a chegar à Ucrânia.
- O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, reuniu-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Jeddah para discutir a escalada regional e a crise ucraniana.
- Zelensky reiterou, em entrevista à Reuters, a disponibilidade de ajudar a lidar com drones iranianos; a imprensa destacou pressão continuada sobre a Rússia via ataques ucranianos a infraestrutura energética.
- O governo britânico anunciou mais cem milhões de libras para fortalecer as defesas aéreas da Ucrânia, elevando o total de apoio nos últimos dois meses para duzentos milhões de libras.
O Pentágono está avaliando a possibilidade de redirecionar armas originalmente destinadas à Ucrânia para o Oriente Médio. A informação foi publicada pelo Washington Post, citando três fontes, e aponta que mísseis interceptores de defesa aérea estariam entre os equipamentos em questão. A decisão ainda não foi tomada.
Segundo a reportagem, a pressão resulta do recuo de suprimentos diante da intensificação da guerra entre EUA e Irã, com o Comando Central dos EUA afirmando ter atingido mais de 10 mil alvos dentro do Irã. O Pentágono ressaltou que busca manter a capacidade de combate de forças americanas e aliadas.
A Nato informou que as armas prometidas aos aliados continuariam a chegar a Kyiv, citando o mecanismo PURL, que permite aos países europeus pagar armas dos EUA em nome da Ucrânia. O tema é sensível, envolvendo cadeias de suprimento e alianças de defesa.
Contexto regional
O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman reuniu-se com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy em Jeddah na sexta-feira para discutir a escalada regional e a crise ucraniana, segundo a agência oficial da Arábia Saudita. Não foram divulgados detalhes adicionais.
Zelenskyy afirmou ter reiterado a oferta de cooperação para lidar com drones iranianos durante conversas anteriores com o príncipe. A gestão regional acompanha de perto a evolução do conflito e as repercussões internacionais.
Finanças e impactos na Defesa
Relatos indicam que Vladimir Putin pediu contribuições de oligarcas para reforçar o orçamento de defesa, diante de sanções ocidentais e queda de receita com o petróleo. Dois empresários teriam sinalizado apoio, segundo o Financial Times. A dívida fiscal da Rússia aumentou nos primeiros dois meses do ano.
A Ucrânia mantém pressão sobre infraestruturas de energia russas, com ataques de maior alcance. Washington autorizou, neste mês, a compra de petróleo russo sancionado por 30 dias em determinados casos. Zelenskyy descreveu a situação como parte de uma estratégia de manter pressão internacional.
Resposta europeia e penalidades
O governo britânico autorizou a captura e detenção de navios russos em águas britânicas para interromper redes de embarcações que, segundo Londres, ajudam Moscou a exportar petróleo sob sanções. A Rússia prometeu responder com medidas políticas, jurídicas e assimétricas.
Paralelamente, o regime russo proibiu a exibição do documentário vencedor do Oscar Mr Nobody Against Putin em várias plataformas de streaming, alegando promoção de atitudes negativas contra o governo. A obra mostra aulas pró-guerra em uma escola da Rússia.
Obras de campo e desdobramentos
O Ministério da Defesa russo afirmou ter tomado o controle de uma vila na região de Kharkiv, no nordeste do país, enquanto a Ucrânia informou ter retomado outra localidade na região de Dnipropetrovsk. Fontes de Reuters não conseguiram confirmar de forma independente.
O governo britânico anunciou mais apoio à defesa ucraniana, com um aporte adicional de 100 milhões de libras para reforçar defesas aéreas, elevando o total do suporte em dois meses para 600 milhões de libras.
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