- Crime e violência lideram as preocupações globais, citadas como principal problema por 33% dos entrevistados; no Brasil, 48% apontam a violência como principal preocupação.
- Desemprego, inflação e pobreza e desigualdade social aparecem logo em seguida, cada um com 29%.
- Corrupção financeira e política soma 28%; saúde 24%; impostos e controle migratório aparecem com 17% cada um.
- Na Argentina, 60% veem desemprego como problema; inflação atinge 36% e pobreza/desigualdade 44%, com educação em 30% como outra preocupação relevante.
- O relatório envolve cerca de 20 mil adultos em 30 países, com campo entre 20 de fevereiro e 6 de março; o estudo menciona que o conflito no Irã, iniciado em 28 de fevereiro, pode ter impactado os resultados.
O crime e a violência aparecem como principal problema para 33% dos entrevistados, segundo o relatório What Worries the World? da Ipsos. A inflação, o desemprego e a pobreza aparecem com 29% cada um, seguidos por corrupção com 28%.
Ainda segundo o levantamento, preocupações com saúde atingem 24%, seguidas por impostos e controle migratório, ambos com 17%. Educação fica em 14%, conflitos militares e mudanças climáticas em 12%.
O estudo é realizado mensalmente em 30 países, com cerca de 20 mil adultos. O trabalho de campo deste mês ocorreu entre 20 de fevereiro e 6 de março. O relatório alerta sobre impactos de eventos recentes.
O relatório aponta que 61% dos entrevistados dizem que o país está indo na direção errada, enquanto 39% acreditam no caminho correto. Na região, variações aparecem entre países vizinhos.
Preocupação com a violência
Em nível mundial, oito países mantêm a violência como principal problema, sem mudança desde o mês anterior. No Peru, México e Chile, a preocupação com violência é de 64%, 61% e 59%, respectivamente.
No Brasil, 48% veem a violência como prioridade. A Colômbia registrou queda de 6 pontos percentuais, para 37%. Em Israel, a violência ganhou relevância, atingindo 45%. Polônia e Cingapura apresentam os menores índices, 13% e 7%.
Desempenho econômico e desemprego na Argentina
A Argentina figura entre os países com maior preocupação com desemprego, atrás apenas da África do Sul, com 66% e 60% respectivamente. O país registra 60% dos entrevistados preocupados com o desemprego.
O Indec aponta IPC argentino em 33,1% em fevereiro, frente ao ano anterior. O desemprego do primeiro trimestre de 2025 ficou em 7,5%, alta de 1,1 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024.
Além do desemprego, pobreza e desigualdade aparecem entre as maiores preocupações argentinas, com 44%. A educação ocupa a liderança mundial na percepção de prioridades da Argentina, com 30%.
A inflação também preocupa a Argentina, com 36% dos entrevistados citando o tema. Segundo o Indec, a inflação ficou em 33,1% na comparação anual até fevereiro de 2025.
Outros países da América Latina mostram índices variáveis de inflação, com México em 29%, Brasil e Chile em 22%, Colômbia em 19% e Peru em 15%. As trajetórias divergem entre economias da região.
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