- Putin pediu aos oligárquos que contribuam para o orçamento de defesa, para financiar a continuidade da invasão à Ucrânia.
- Pelo menos dois empresários disseram estar dispostos a contribuir, após conversas na quinta-feira, segundo o Financial Times.
- A expectativa é que o conflito siga até Moscou assegurar as áreas remanescentes da região de Donbas, no leste da Ucrânia.
- O Kremlin afirmou que manterá contato com os EUA para uma nova rodada de negociações de paz “quando as condições permitirem”.
- O orçamento de defesa russo subiu 42% no último ano, para 13,1 trilhões de rublos; o governo busca estabilizar a economia com medidas tributárias, como windfall tax e elevação de VAT.
Vladimir Putin pediu doações dos oligárquos para o orçamento de defesa, segundo a imprensa internacional. A ideia é financiar a continuidade da invasão à Ucrânia, ante a resistência nas frentes de Donbas. Pelo menos dois empresários teriam concordado em contribuir, após conversas na quinta-feira, conforme o Financial Times.
Segundo a publicação, o presidente russo seguirá com o conflito até que tudo o que falta em Donbas fique sob controle de Moscou. A declaração ocorre num contexto de negociações intermediadas pelos EUA, que não resultaram em retirada unilateral de Kiev.
Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que a Rússia mantém o interesse em negociações de paz, mas que questões centrais, como território, ainda precisam ser resolvidas. O governo russo elevou o orçamento de defesa para cerca de 13,1 trilhões de rublos no ano passado, um aumento de 42%.
O ministro da Economia, Maxim Reshetnikov, sinalizou possibilidade de nova taxação extraordinária neste ano caso o rublô continue a enfraquecer. Em 2023, o governo já aplicou uma sobretaxa de 10% sobre grandes empresas, levantando 320 bilhões de rublos.
Em janeiro, Moscou aumentou o IVA para 22%, com expectativa de levantar até 600 bilhões de rublos em três anos de pequena e média empresa. O déficit orçamentário de jan-fev atingiu patamar superior a 90% do previsto para o ano, pressionado por sanções e venda de petróleo com desconto.
Paralelamente, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que abertas negociações com os EUA incluem garantias de segurança condicionadas à cessação de parte da Donbas, segundo a Reuters. Zelenskiy ressaltou que a parte leste do país é parte essencial da segurança ucraniana.
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