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OMS alerta para crise de saúde que se desenrola em tempo real no Oriente Médio

Guerra regional agrava crise de saúde em tempo real; hospitais devem ser refúgios seguros, diante de riscos a usinas nucleares e a plantas de dessalinização

A recent attack on El-Daein teaching hospital in East Darfur, Sudan, led to the deaths of at least 70 people.
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  • A Organização Mundial da Saúde pediu fim imediato das hostilidades no Oriente Médio para conter uma “crise de saúde que se desenrola em tempo real”.
  • Hospitais e serviços de saúde devem ser tratados como “refúgios seguros”, com orientações atualizadas e preparação para impactos em instalações nucleares e em plantas de dessalinização — ataques a estas últimas seriam “um desastre”.
  • A região registra milhares de mortos segundo autoridades dos países, com mais de 1.000 em Líbano, mais de 1.500 no Irã e 16 em Israel, além de mortes na Cisjordânia e nos estados árabes do Golfo.
  • Milhões foram deslocados: cerca de 3,2 milhões de pessoas no Irã e mais de 1 milhão no Líbano, em menos de um mês, afetando tratamento de doenças crônicas e serviços de saúde.
  • A especialista reiterou preocupações com impactos a longo prazo, como mortalidade materna, saúde mental e crianças órfãs, e pediu desescalonamento significativo para proteger o setor de saúde.

O mundo da saúde vive uma crise que se agrava na região do Oriente Médio, segundo a chefe regional da Organização Mundial da Saúde. Ela pediu o fim imediato das hostilidades para frear o que descreveu como uma crise sanitária em tempo real. O apelo ressalta a necessidade de proteção a serviços e profissionais de saúde.

A líder da OMS na região, Dra. Hanan Balkhy, afirmou que hospitais e unidades de saúde devem ser tratadas como refúgios seguros. Ela informou que autoridades estão atualizando diretrizes e se preparando para impactos em instalações nucleares e que ataques a usinas de dessalinização seriam desastrosos.

Riscos e impactos imediatos

Balkhy apontou que a guerra entre EUA, Israel e Irã já causou mortes em várias frentes: com números oficiais divergentes, há relatos de altas perdas em Líbano, Irã e Israel, além de incidentes na Cisjordânia e estados árabes do Golfo. A falta de acesso a tratamento tem afetado pacientes com doenças crônicas.

Segundo a médica, milhões enfrentam deslocamento forçado e interrupções no atendimento. No Irã, 3,2 milhões ficaram sem moradia em menos de um mês, enquanto mais de 1 milhão foram deslocados no Líbano. As consequências vão além de fatalidades imediatas, atingindo mortalidade materna e saúde mental.

Desafios hídricos e de energia

A OMS tem monitorado o risco de danos a instalações de dessalinização, o que poderia agravar a escassez de água em países do Golfo. Também há alerta sobre possíveis impactos da contaminação de águas subterrâneas caso haja ataques a infraestruturas industriais ou nucleares.

Balkhy disse que, mesmo com o andamento de negociações, é essencial manter o setor de saúde protegido e evitar ataques a hospitais, trabalhadores e pacientes. A organização trabalha com outras agências da ONU para mitigar danos caso ocorram novos incidentes.

Contexto regional

A região inclui 22 países e territórios, entre eles Irã, estados do Golfo, Gaza, Sudão, Afeganistão e Paquistão. Doenças crônicas, deslocamentos e descontinuidade de serviços de saúde permanecem como problemas estruturais que serão agravados pela escalada atual, segundo a responsável.

A OMS destacou que ataques recentes a um hospital em El-Daein, no Sudão, deixaram dezenas de mortos e o complexo hospitalar inoperante. A organização reforçou a necessidade de cumprir o direito internacional humanitário para proteger a assistência médica.

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