- O governo húngaro apresentou acusações contra o jornalista investigativo Szabolcs Panyi, alegando espionagem para a Ucrânia.
- A denúncia chega após acusações de que o ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó, ligava para o chanceler russo Lavrov para repassar detalhes de reuniões da União Europeia.
- Szijjártó inicialmente negou, mas admitiu ter conversado com Lavrov antes e depois de encontros da UE, descrevendo as conversas como parte da diplomacia.
- O primeiro-ministro Viktor Orbán determinou uma investigação sobre o que chamou de “gravação clandestina” do ministro, após reportagem de publicação pró-governo.
- Panyi negou qualquer irregularidade, dizendo que investigava informações sobre a relação entre Szijjártó e autoridades russas desde 2023 e que não houve cooperação com serviço de inteligência.
O governo húngaro abriu processo contra o jornalista investigativo Szabolcs Panyi, acusado de espionagem a favor da Ucrânia. A ação ocorre em meio a acusações de que Budapeste repassou informações confidenciais da UE a Moscou. Panyi nega as alegações e afirma que não houve cooperação com serviços de inteligência estrangeiros.
A controvérsia envolve o ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó, que teria mantido contato frequente com o chanceler russo Sergei Lavrov para discutir agendas de reuniões da UE. Szijjártó reconheceu conversas com Lavrov, classificando-as como parte de uma prática diplomática, sem confirmar repasse de informações confidenciais.
A cobrança de lei contra o jornalista foi anunciada após uma publicação pró-governo divulgar que agências de inteligência teriam espionado Szijjártó com a ajuda de Panyi. O material incluiu um áudio editado, gravado sem o conhecimento do repórter, que supostamente mencionava um número de telefone ligado ao ministro.
A divulgação provocou críticas entre oposicionistas, que criticam o que consideram uma tentativa de intimidar a imprensa. O primeiro-ministro Viktor Orbán determinou a abertura de apuração sobre o suposto “escuta” envolvendo o ministro e o repórter.
Panyi informou, por meio das redes sociais, que não cometeu crime algum. O jornalista disse estar investigando há anos a relação entre Szijjártó e autoridades russas e que sua atuação se baseia na verificação de informações.
Historicamente, o governo de Orbán enfrenta questionamentos sobre liberdade de imprensa e instituições democráticas. A controvérsia ocorre em meio a pesquisas que apontam vantagem da oposição Magyar em diferentes cenários eleitorais.
Contexto político e impacto
O episódio se soma a tensões entre governo e União Europeia, repercutindo no clima eleitoral e nos debates sobre segurança nacional. Observadores acompanham se a denúncia poderá influenciar o pleito de abril.
Reações internacionais
Analistas destacam que o caso mostra disputas entre políticas de Estado e imprensa independente. Há quem avalie impactos no alinhamento da Hungria com estratégias da UE e de parceiros ocidentais.
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